Destaque:

A retrospectiva de Brás Cubas

Tenho grande apreço por Machado de Assis, pois acredito que sua contribuição para a Literatura Brasileira foi muito além de incrementar ...

Você escolheria a Monarquia como melhor sistema de governo para o Brasil?

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sexta-feira – 1Cor 1,17-25 Mt 25,1-13

XXI Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

O que é ser insensato? O que é um escândalo? A insensatez não é por acaso a falta do bom senso mediante a verdade de algo? Não é por acaso a contrariedade com a verdade? Paulo têm esta clareza sobre a insensatez e por isso sabe que é tido, assim como a todos os que pregam a Cruz de Cristo, como insensato, contrário a verdade visível e conhecida (cf. 1Cor 1,18). Aqui se encontra talvez o porque desta consideração de tantos que não creem em Cristo, porque não não veem a verdade trazida por Jesus e por isso não podem considerá-la conhecida, levando a julgarem os que testemunham a Cristo e sua oferta por nós na Cruz, com a verdade visível a seus olhos, ou seja, aquela que pode ser verificável e que é considerada plausível mediante a ciência e o conhecimento do mundo.Jovens previdentes e as imprevidentes

Quando Paulo fala dos pagãos, fala justamente dos que não creem, dos que não conhecem a Deus satisfatoriamente ao ponto de assentir a Ele, como Verdade única e inegociável. Parece tentador se inclinar a não mais se esforçar por dirigir a pregação a estes não crentes, já que julgam a mensagem evangélica como insensatez. Mas agir assim, testemunharia contra a própria participação de cada cristão na missão salvadora de Cristo. Pensando nisso, ouvimos Paulo dizer que não foi enviado para batizar mas para pregar, pois certamente vê a pregação como fundamental para diminuir o número daqueles que desconhecem a Verdade, deste modo, saindo da real insensatez do mundo.

O que é escândalo para uns (cf. 1Cor 1,23), pode precisamente ser a verdade que liberta e salva. Para os judeus da época de Paulo era escandaloso ouvir alguém pregar a respeito de alguém crucificado por um suposto crime e ainda dizer que este, após a morte ressuscitou, pois a compreensão de Deus não os deixa conceber tal ação divina, sua mente e coração estão de tal maneira formatados que lacraram-se à qualquer possibilidade da Onipotência de Deus. Estes judeus de ontem, podem ser facilmente transferidos para os “crentes confusos” de hoje, ou seja, os que estão tão inebriados por outras crenças que não oferecem a mesma compreensão da Deus e que portanto, não permitem ver o estado necessário que Cristo mostrou fazer parte da vida humana para a salvação: o sofrimento como redenção.

Estes que chamam de insensatos os que pregam a Cristo e Sua Cruz (cf. 1Cor 1,18), e os que ficam escandalizados (cf. 1Cor 1,23) se juntam aos muitos que esperam sinais milagrosos para poder crer na Verdade (cf. 1Cor 1,22). Também a estes podemos juntar os que depositam toda a sua convicção humana na débil sabedoria que deste mundo se pode conseguir (cf. 1Cor 1,22).

Existe aqui uma atitude fundamental para o ser humano que espera conscientemente a vida eterna: não buscar a sabedoria e a sensatez do mundo, pois o que nos prepara para Deus é Sua sabedoria e a vivência de Sua verdade, pois assim, não somos insensatos aos olhos de Deus, mas prudentes pois nos dedicamos no que realmente é verdadeiro.

Claramente olhamos para este evangelho e vemos o que a insensatez, ou a imprudência, pode causar. Ela nasce justamente da não-visão do verdadeiro tesouro a se buscar, e por isso, não faz surgir aquela preocupação que nos torna prudentes ou previdentes (aquele que prevê).

As jovens desta parábola de Jesus, estão precisamente a nos mostrar o que a imprevidência pode causar, o que a busca insensata pelo que é perecível de valor infinitamente menor que a vida eterna, pode acarretar aqueles que insistem em não mudar suas vidas e direcioná-la somente para o maior bem. Jesus, com clareza, fala da incerteza daquela hora em que nos encontraremos diante do justo Juiz, e que portanto, é necessário viver em permanente atenção, adquirindo uma postura previdente sempre tendo em mente a incerteza desta hora, que pode chegar quando menos se espera e em qualquer altura da vida.

Caríssimos irmãos. A liturgia apela ao nosso bom senso, pois conhecemos a verdade sobre nossas vidas e nosso destino eterno, portanto, chama-nos a esta postura de permanência em Deus, como alguém que diariamente esta preparado a encontra-Lo.

Nenhum comentário: