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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

São Lourenço, diácono e mártir

IICor 9,6-10 Jo 12,24-26
Valderi da Silva
Estimados irmãos e irmãs em Cristo.
Sao Lourenco [vitral] Lhes pergunto, temos motivo para louvar e bendizer eternamente a Deus? Temos motivo para ter somente alegria em nosso coração? Pois eu vos digo que sim, e muito. Um destes motivos de alegria grandiosa para todos os cristãos é a certeza no que esperamos de Deus.
Hoje a Igreja lembra de São Lourenço, que derramou seu sangue sem medo da morte porque via a vida eterna que iria conquistar por sua fidelidade a Deus e por sua entrega sem reservas, sem medos, sem medidas a Deus. Hoje somos convidados a olhar com mais atenção para este santo e ver nele estes dois exemplos que ele nos oferece: o diaconato e o martírio.
[Deus ama quem doa o que têm com alegria]
Nas palavras de Paulo encontramos tudo o que move o cristão a doação plena por seus irmãos: cada um dê como dispôs em seu coração, sem pena nem constrangimento, pois Deus ama a quem dá com alegria (IICor 9,7). A doação conforme a medida do coração como diz Paulo, vai expressar também qual o tamanho de nosso amor. Mas isto não deve ser constrangimento para nenhum cristão, pois será de ordem natural que alguns ainda amem pouco em vista de outros, pois mesmo o amor precisa de crescimento e para isso de tempo para se desenvolver. É por este motivo que não devemos se acanhar se por acaso percebemos que o amor que temos não se compara a de outros irmãos.
Mas cuidado. Que isto não seja argumento para não procurar crescer neste amor por Deus e pelos irmãos, pelo contrário seja motor que nos move em direção aos outros, pois somente assim é que este amor se desenvolverá em nós. São Lourenço exerceu o diaconato – que significa serviço aos outros – com este propósito e não somente para expressar seu tamanho amor. Em realidade servir é isso: buscar amar mais e mais e a forma de conseguir isso é se doando cada vez mais até a exaustão completa.
É extremamente feliz quem consegue se doar desta forma, pois é no doar tudo o que têm que encontra tudo o queSao Lourenco [ordencao diaconal por papa Sisto II] procura. É no esvaziar-se completamente que se encontra repleto. É na felicidade no rosto daquele a quem ajuda que encontra a realização da sua felicidade. Enfim, é doando e perdendo tudo o que têm, que encontra tudo o que precisa!
Como diácono, São Lourenço tinha uma missão específica, ajudar os mais desamparados, as viúvas e os órfãos. Na Igreja de Cristo, os que exercem este ministério devem buscar ter predileção para este serviço da caridade, sempre buscando o auxílio dos que pedem mais atenção pela carência no sustento e na vida social. Este serviço não é restrito a estes diáconos que exercem esta diaconia, mas estende-se a todos os cristãos em virtude do batismo que recebemos. Mas é fato, que dentro da Igreja de Cristo, são eles os destinados especificamente ao serviço da caridade sendo assim, braço visível da Igreja no cuidado dos mais necessitados.
É neste serviço que o diácono expressa sua doação livre e plena a Deus nos irmãos, seja pela pregação da Palavra ou pela caridade exercida com misericórdia.
[Lourenço: o grão que morre e produz fruto]
Pelo seu ministério, o diácono São Lourenço, alcançou o segundo batismo, que é reservado a poucos que são chamados a testemunharem o amor de Deus com suas vidas. Um antigo documento – Depositio martyrum de 354 – nos deixa saber que Lourenço não teria sido martirizado logo de sua prisão, onde também foi preso o papa Sisto II, por volta do dia 7 de agosto. Ele teria sido queimado vivo depois de responder aos que o prenderam que a única riqueza que possuía eram os pobres a ele confiados pela Igreja.
Sao Lourenco [martirio] Diz o evangelho desta festa que o grão que cai na terra precisa morrer para produzir frutos (cf. Jo 12,24), esta é a imagem perfeita do martírio. Como já dizia Tertuliano, “sangue dos mártires é semente de novos cristãos”. O sangue regado pelo sangue destes homens e mulheres que deram a vida pela fé traz muita vida a Igreja, pois testemunha o valor indescritível da fé e portanto, atrai muitos corações pelo seu testemunho grandioso. Pois quem, em nossos dias, poderá morrer por algo no qual não têm convicção plena? Somente a fé pode nos trazer esta coragem que move os mártires a doar totalmente sua vida, pois ele já não se entende como proprietário dela, pois esta despojado de tudo, apenas encontra sua riqueza em Deus.
São Lourenço doou sua vida ao ministério da caridade para com os pobres, expressão de sua opção total por Deus. Por este motivo não lhe foi difícil morrer em nome da fé. No mundo atual, esta opção fundamental por Deus parece muito mais difícil aos olhos da humanidade, pois exige o despojamento de tudo o que os homens inventaram para a busca da felicidade perene, da realização efêmera. Os cristãos devem saber que este despojamento total de si mesmo é constitutivo da vida dos seguidores de Cristo (cf. Mt 19,21: vende tudo o que tens e dá aos pobres, depois vêm e segue-me). Deste modo, não podemos encarar este testemunho de São Lourenço como impraticável em nosso tempo, na verdade, existem muitos contemporâneos nossos que heroicamente vivem esta entrega total de si mesmo a Deus, principalmente no serviço aos irmãos. São cristãos como nós, mas que entenderam que a vocação do cristão está na perfeição que passa necessariamente pelo despojamento de tudo o que têm e de si mesmo.
Diz Jesus neste evangelho que quem se apegar a sua vida vai perdê-la, pois perderá a vida eterna. Nossa vida não se resume a esta. O cristão que se contenta com o pouco que têm – que para muitos é o bastante – esta sendo mesquinho com ele mesmo, esta se contentando com os respingos de uma vida que é muito maior do que esta que busca em sua vida.
Roguemos a São Lourenço para que interceda a Deus em favor de nossa felicidade eterna; que nos inspire a deixar de valorizar mais esta vida passageira com suas riquezas perecíveis e a valorizar devidamente a vida imperecível, a vida eterna junto de Deus.















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