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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Santa Mônica: a mãe que converteu o filho

Pe. Valderi da Silva

Santa Monica Hoje nos voltamos para a memória de uma Santa que santificou-se pelo profundo amor a Deus, ao ponto de sacrificar-se muitas vezes em contínuas orações pela conversão de seu filho, que relutava em sequer considerar a possibilidade de uma vida cristã. Mônica, viveu santamente porque colocou Deus em tudo na sua vida, desde o casamento que a mortificava pela incorrespondência de seu marido que abertamente era infiel ao seu matrimônio, como na educação dos filhos, exercendo com sabedoria o discernimento. É por este discernimento que percebeu desde cedo que Agostinho, seu filho, precisaria de muitas orações e conselhos para não viver longe de Deus.

Santa Mônica nasceu em 331, sendo incerta esta data, na região de Tagaste, sendo desde cedo educada na religião cristã. Casou com Patrício e gozavam de prestígio social por razão do status de suas famílias. Teria falecido no ano de 387, com 56 anos. Seu corpo foi encontrado no ano de 1430 e foi trasladado aSanta Monica 3 uma igreja em Roma que recebeu seu nome.

Acredito ser importante destacar que Mônica não foi canonizada por ter realizado milagres ou prodígios extraordinários, ou por passar pelo martírio. Ela subiu aos altares explicitamente por ter sido a interventora principal na conversão de seu filho, Agostinho. Transformando-se, deste modo, em exemplo claro de como a vida simples, quase sem brilho aos olhos humanos, pode esconder uma alma realmente santa, capaz de ofertar toda a sua vida, até o silêncio que a muitos é insuportável, a Deus por si e por outros tantos. Descobrimos em Santa Mônica um viés da vida santa que nem sempre é perceptível a nós, falo daquele modo de viver que a santidade pode orientar a exercer, como vemos nesta figura venerável de Mônica, não necessitando de aparições piedosas diante da comunidade, nem de escritos revelando visões místicas. Trata-se de um viver em Deus no chão da vida comum, um olhar com Deus para tudo que o cerca, um sentir com Deus, como quando vemos ao nosso redor alguém necessitado de alimento espiritual ou material. Em suma, poderíamos dizer que é um estado de vida, que apesar da grande simplicidade, pode abarcar a própria glória da santidade em seu grau mais alto. Pois Jesus mesmo diz nos evangelhos que é no simples e no pequeno que esta Seu coração.

Santa Mônica é invocada como padroeira dos pais que lutam pela conversão de seus filhos, pela retomada deles a vida em Deus. A intercessão dos santos é tida por nós cristãos como eficaz, mediante nossa fé e a reta orientação do pedido. Por este motivo, sempre será válido aos pais rezarem e se mortificarem, a exemplo de Mônica, pela conversão de seus filhos, pois somente um pai e uma mãe que realmente ama aqueles que gerou, sabe que o maior tesouro estes poderão encontrar em suas vidas esta na graça de Deus.

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