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segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Virgindade pelo Reino de Deus

Entre tantos assuntos que as vozes contra a Igreja manipulam visando minar a sabedoria da doutrina da Esposa de Cristo, encontramos este da virgindade e do próprio celibato. Temas que por muitos são distorcidos em seu conceito, função e finalidade, deixando a sociedade aversa a esta realidade fazendo-a supôr ser um corpo estranho na natureza humana, por isso, deve ser evitado e exterminado. Em realidade, manter uma vida virgem (sem contato sexual) não é anti natura visto que não é uma agressão do próprio homem a sua natureza. Do mesmo modo se pode dizer daquele que decide ser celibatário, ele não esta optando (livremente) por desfigurar sua natureza humana, pois isto pediria que ele negasse a realidade sexual em si mesmo, algo impensado em quem entende o que é o celibato.Jesus Livre para o Reino

Existe um impecílio que dificulta a compreensão deste “estilo” de vida optado, é a compreensão do que motiva alguém a desejar viver a virgindade ou o celibato. Aquele que decide viver assim, têm que ter esta compreensão sobre esta estado de vida, senão pode não conseguir sustentar sua escolha. É pelo Reino de Deus que se priva das relações carnais desejando viver agora sua sexualidade em outro plano, no puro e exclusivo amor a Deus. Como dito antes, não é uma conclusão de que a relação humana (principalmente o ato sexual) seja reprovado e considerado um defeito, nem mesmo que o matrimônio seja uma impureza. Mas é a livre escolha em se privar de algo por um amor maior. Quem vive a virgindade e o celibato não perdem nada, na verdade ganham em sentir-se mais livres para amar somente a Deus.

O Bem-aventurado João Paulo II, escreveu em seu documento sobre a família e sua função no mundo de hoje (1981), uma pequena reflexão sobre este assunto que nos auxilia no esclarecimento.

A virgindade e o celibato pelo Reino de Deus não só não contradizem a dignidade do matrimônio, mas a pressupõem e confirmam. O matrimônio e a virgindade são os dois modos de exprimir e de viver o único Mistério da Aliança de Deus com o seu povo. (Familiaris Consortio 16)

Nos dizeres do bem-aventurado Santo Padre, aquele que compreendeu a beleza da virgindade e do celibato e se sentem atraidos por viver este estado de vida, não são pessoas onde não estava a inclinação ao matrimônio. Estas pessoas compreendem que a virgindade e o celibato pressupõe a dignidade deste sacramento de amor realizado na união do homem e da mulher, e por isso dão mais valor ainda ao estado que buscam viver por amor ao Reino.

Diz ainda o bem-aventurado:Perola preciosa

Tornando livre de um modo especial o coração humano, ‘de forma a inebriá-lo muito mais de caridade para  com Deus e para com todos os homens’, a virgindade testemunha que o Reino de Deus e a sua justiça são aquela pérola preciosa que é preferida a qualquer outro valor, mesmo que seja grande, e, mais ainda, é procurada como único valor definitivo. É por isso que a Igreja, durante toda a sua história, defendeu sempre a superioridade deste carisma no confronto com o do matrimônio, em razão do laço singular que ele têm com o Reino de Deus. (FC 16)

Esta superioridade de que fala João Paulo II esta justamente no fato ser algo na contramão do que a humanidade tenta valorizar cada vez mais levando homens e mulheres a exterminar de sua sexualidade a relação com o divino e natural. Por isso é que existe esta superioridade enquanto modo de caminhar mais livre ao Reino de Deus, sem excluir as imperfeições humanas que também se fazem presentes neste estado. Com a virgindade e o celibato o ser humano esta com o coração mais aberto ao transbordamento do amor a Deus e pelos outros, é uma decisão radical de doação a Deus, mas que se acaba manifestando no amor total aos irmãos.

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