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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sexta-feira – Os 14,2-10 Mt 10,16-23

XIV Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

[O amor de Deus nos mostra o que fazer]

O Antigo Testamento nos mostra em várias ocasiões este esforço de Deus em sempre buscar trazer ao bom caminho o homem perdido. É próprio de sua natureza divina - onde impera o amor - esta iniciativa de busca constante pelo ser humano, para que sempre retorne ao estado de vida perdido.

Este amor de Deus que se manifesta neste incansável apelo ao ser humano para que volte ao bem, nos revela algo do próprio Deus e de como Ele atua para fazer acontecer seu desejo na vida humana.

Primeiramente mostra-nos que é o pecado que nos faz cair, pois estávamos em pé como uma grande árvore, firmes com a graça de Deus. Mas como acontece em muitas árvores que não possuem raízes profundas e consequentemente fortes o suficiente, diante da força das tentações desabam, encontrando o solo como lugar de repouso para sua vida corrompida. Certamente esta imagem é transportada à nossa vida, para que tomemos a consciência da necessidade de uma vida arraigada na graça de Deus, na vida em Deus, que nos favorece a não ceder as tentações do mal e assim não cair ao chão.

Logo, mostra-nos as atitudes que o homem arrependido precisa assumir para este retorno a Deus: a súplica por sua proteção diante do mal; a consciência de que não há outro salvador a não ser Deus; a fidelidade ao verdadeiro Deus, não cedendo a tentação da idolatria; cuidando dos necessitados como extensão de Sua própria misericórdia com os homens (cf. Os 14,3-4). Todas estas posturas, os homens e mulheres, precisam assumir, não somente quando se acham desviados de Deus, mas constantemente, visto que nunca poderemos nos considerar livres das tentações do mal.

Lhes dizendo que irá curar-nos para que seja mais fácil amar-nos, mostra o quanto Lhe é difícil amar aquele que persiste no pecado, pois este deliberadamente (embora de modo inconsciente, às vezes) abandona a Deus preferindo a comodidade de uma vida facilitada pelos variados pecados. Também por motivo de sua própria natureza divina, que não O deixa aproximar-se do que é livremente contrário a tudo o que é, ou seja, o bem, o amor e a verdade.

[O cristão confia sua vida a Deus]

Realmente é triste a realidade do pecado na vida dos homens e mulheres. Este mal que acompanha nossa vida nestePomba e Serpente [baculo] mundo, não nos deixa livres mesmo quando estamos em paz com Deus e tentamos mostra-Lo aos outros irmãos e irmãs. Neste sentido é que Jesus fala aos discípulos (Mt 10,16-23), revelando que sua missão será como entrar solitariamente no meio dos lobos, onde a cada instante o perigo ronda apesar da presença sempre viva de Deus junto daqueles que Ele ama e envia.

Estas palavras de Cristo a seus discípulos passam a cada um de nós, mesmo que não tenhamos uma missão explícita de anunciador do Evangelho. De fato, nossa vida diária, firmemente conduzida como alguém que têm sempre a Deus diante de seus olhos, vive cercado pelo mal, pois este odeia os filhos de Deus e por isso sempre esta alerta a procura de uma brecha em nossa vida cristã para tirar-nos do pastor.

Jesus Cristo fala de uma possível entrega dos filhos de Deus pelos próprios familiares, aqueles mais próximos de nós, a quem confiamos pelo vínculo familiar atado pelo sangue comum. Mas, diante da força convencedora do mal, até os mais próximos podem voltar-se contra aquele que teme e confia em Deus e por isso nega toda a forma de pecado. Em certo momento parece-nos desesperador imaginar tal coisa, mas muitos de nós sabemos que quando o mal deseja afetar-nos qualquer pessoa a nossa volta, senão esta unida a Deus, pode trabalhar contra o bem. Portanto, diz Jesus: sede... prudentes como as serpentes e simples como as pombas (Mt 10,16). Isto não é motivo para desconfiança descabida e nem desespero, mas sim de plena confiança em Deus, assim com Cristo transmite a seus discípulos revelando que não se preocupemos com o que fazer ou o que dizer, mas tenhamos confiança de que é Deus mesmo quem age por nós e nos inspira a dizer o que é necessário.

Compreenda estas palavras o [ser humano] sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! (Os 14,10)

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