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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sexta-feira – Jr 3,14-17 Mt 13,18-23

XVI Semana do Tempo Comum
Valderi da Silva
Existem muitos irmãos nossos, homens e mulheres resgatados por Cristo pelo seu Sangue na cruz, que se encontram dispersos e extraviados pelo mundo sem direção. Falta-lhes uma estrela que os guie, mas ainda falta-lhes alguém que lhes aponte esta Estrela. Esta Estrela na verdade, já existe antes dos tempos, é Cristo Jesus, o que o Senhor promete ao Seu povo é que suscitará homens que apontem a estrela pela qual todos devem se guiar, assim, encontrando-se no mesmo caminho da vida. O Senhor faz este apelo para que os afastados retornem ao caminho perdido por causa do pecado, que não deixemos as más inclinações nos orientarem, mas que desviemos de nossos próprios vícios para buscar somente a verdade.Semeador 2
Para conduzir a humanidade ao caminho que fora perdido, Deus designará, segundo o profeta, homens escolhidos por Ele para apascentarem com “clarevidência e sabedoria” (cf. Jr 3,15). Estes vocacionados de Deus, não serão mais ricos ou poderosos, mas terão o tesouro necessário para colaborar com Deus na orientação de Seu povo pelo peregrinar do mundo. Eles serão dotados de uma visão de Deus, do homem e do mundo que não é restringida pelas contingências humanas, uma visão que é vasta e ao mesmo tempo se fixa num único ponto: a vida eterna junto de Deus. Por esta visão, poderão mostrar ao ser humano atitudes e costumes que não convêm à salvação, poderão indicar onde o tentador tenta atacar e como ele se utiliza de suas investidas para fazer cair o ser humano na ilusão, uma das táticas do mal.
Estes homens de Deus, através de sua convivência com o invisível, através de sua convivência com Deus e através da leitura, meditação e oração da Palavra de Deus, obterão tal sabedoria suficiente para esta missão que o Senhor lhes pede. Por isso, nossa confiança nestes homens chamados por Deus para tal missão, pois não serão homens voltados para o mundo, mas voltados para Deus.
Jesus nos explica (Mt 13,18-23) quatro modos que Sua palavra pode ser recebida e vivida:
    1. O que foi semeado à beira do caminho, por onde a Palavra de Deus passou e foi transmitida, principalmente pelos missionários de Deus, deve ser tratada com mais cuidado, pois sua semeadura foi parcial. Notamos o que Jesus diz, que, este ouve a palavra, mas se não procura a compreender facilmente aparecerá algum mal que roubará o que foi semeado. Na verdade, o mal ocupará o lugar que seria da Palavra de Deus no coração.
    2. A semente semeada em terreno pedregoso, ou seja, num solo árido, num coração endurecido como pedra, frio a verdade. É talvez, a imagem de muitos homens e mulheres que resistem teimosamente em ouvir a Deus, nem procurando escutá-Lo, são os endurecidos de coração, de que fala Jesus nos evangelhos (cf. Mt 3,15, mencionando Is 6,9-10). Mas também se refere aos que até ouvem a Palavra de Deus, mas por causa do sentido crítico, da autossuficiência, da consideração de si mesmo como sábios, não deixam esta Palavra criar raízes e a semente que cresce não resiste e morre.
    3. A semente no meio dos espinhos é significativa, pois revela os corações dos extremamente atrelados ao mundo e as suas atividades que acabam por sufocar a Palavra que ouvem, não dando-lhe ar para respirar, isto é, não deixando que ela se desenvolva. É típica a desculpa destes que sufocam a Palavra, dizem que “falta-lhes tempo”, que “estão muito ocupados com o trabalho”, com “os afazeres domésticos”, com “os estudos”. É assim que acabam por não deixar a semente que foi lançada em seu coração, mas que não encontrou a luz do sol para florescer.
    4. Por fim, temos a semente que cai em terra boa. É a Palavra de Deus que encontra um coração aberto a Deus, que não lhe impõe barreiras, que não procura dialogar, discutir se esta Palavra têm ou não razão. É o coração que aceita a Palavra simplesmente porque vêm de Deus.
Aqui ela encontra “terra boa”, que a faz produzir muito. Esta terra boa se forma com a fé, mas também através de uma vida humilde e caridosa, isto é o passo para que a Palavra de Deus frutifique em nós.





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