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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sexta-feira – Am 8,4-6.9-12 Mt 9,9-13

XIII Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

A justiça de Deus é entranhada no seu amor, e a tal ponto esta direcionada ao homem que não suporta a manipulação vinda do egoísmo e da opulência das riquezas. É justamente seu amor que O move a revoltar-se contra o grupo ou sociedade que não respeita seus irmãos mais necessitados, que age de maneira hipócrita e conveniente para com os pobres, que manipula-os de várias formas a fim de saciar seu apetite voraz de prazer e lucro pessoal.

Estes estão condenados a receber a cólera de Deus que não se trata necessariamente de um castigo aqui neste mundo, como uma doença incurável, ou algum desastre familiar ou pessoal. Mas se trata de receberem como castigo por suas atitudes, a condenação eterna. Muitos injustiçados clamam pela ira de Deus, mas precisamos perceber que mesmo sabendo que seria um justo pagamento que o injusto sofresse na carne seu castigo, confiamos que Deus lhe guarda o pior dos castigos na eternidade.

Em nosso mundo presenciamos muitas nações guiadas por autoridades totalmente injustas, inebriadas pelo pecado, controladas pelo poder e pela ganância. Estes deveriam considerar rapidamente a possibilidade da conversão pessoal, visto que coletivamente aderem ao pecado que deixa definharem muitos inocentes. O pecado pode ser coletivo também, e a este Deus repudia com mais força em razão de ser não apenas um espírito a optar pelo mal, mas vários que convenientemente estão omissos pela mesma razão pecaminosa. Deus deixa bem claro o que a estes esta destinado: vaguearão de um mar a outro mar, circulando do norte para o oriente, em busca da palavra do Senhor, mas não a encontrarão (Am 8,12).Jesus na casa de Mateus

Esta atitude pecadora que pode levar muitos irmãos ao descaso e ao infortúnio, nasce de uma vida pessoal indiferente a necessidade espiritual. Vemos o caso dos fariseus que questionaram a Jesus sobre sua atitude de tomar uma refeição em casa de Mateus que fora cobrador de impostos. Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores? (Mt 9,11). Esta indignação dos fariseus não brotava de uma espírito piedoso e amoroso, mas de alguém hipócrita, que falsamente deseja passar a imagem de cumpridor da lei divina, mas que no fundo é tão pecador quanto os que denomina pecadores.

Na comunidade cristã não pode existir estes fariseus, bem como esta sociedade egoísta e orgulhosa. Estamos justamente visando aquele que esta na mesa com os pecadores, sendo o mais humilde e misericordioso num mundo repleto de orgulho e impiedade. Temos a consciência da realidade pecadora de todos, mas os mesmos pecadores são os que Deus colocou como nossos irmãos, iguais a nós, nem superiores nem abaixo, mas ao lado, independente de seus pecados. Nossa igualdade perante os irmãos não nos permite julgar e se distanciar de alguém, pelo contrário, para manifestar nossa fé em Cristo Jesus e viver Sua palavra, precisamos abraçar a todos, sem escolha.

Jesus nos deixa um grande exemplo a seguir sentando-se a mesa com aquele que era considerado um pecador, indigno de ser cumprimentado. Com isto somos impelidos... obrigados a olhar para o pecado sem ignorar o pecador. Chamá-lo a sentar ao nosso lado e cear conosco, como fazemos na Santa Missa. Aqui não escolhemos lugar, nem determinamos quem deve ou não sentar ao nosso lado. Pois a justiça de Deus manifesta-se também na minha acolhida daqueles que por vezes são injustiçados, sendo rotulados de grandes pecadores. Jesus quer muito mais a misericórdia entre nós do que um olhar hipócrita e uma oração falsa diante do Seu amor.

Claramente é o pecado que Jesus condena neste evangelho. O pecado do cristãos que vivem fechados em sua “justiça” particular, onde é fácil julgar e condenar, que nada fazem para ajudar um transviado a reencontrar o caminho, que não sabem alegrar-se com a volta de um irmão, que fogem da companhia daqueles que não são do seu grupinho. Estes verdadeiramente ainda não compreenderam o coração de Deus e por isso, não são cristãos.

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