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sábado, 7 de julho de 2012

Sábado – Am 9,11-15 Mt 9,14-17

XIII Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

O profeta fala ao povo denunciando seus erros e infidelidades para com o Deus da Aliança, mas além de ser porta-voz da insatisfação de Deus com seu povo pelos desvios que este toma invés de seguir o único caminho traçado por Deus, apresenta ao mesmo povo a felicidade prometida àqueles que voltarem a fidelidade a Deus e nela permanecerem. O povo necessita ouvir estas palavras do profeta depois de ouvir tantas palavras duras de reprovação a seu respeito.

Nestas palavras do Senhor pela boca do profeta Amós, encontramos nossa própria realidade terrena em vista da Terra Eterna. Somos povo de Deus que muitas vezes nos agimos de modo infiel a Seu amor, sempre que abraçamos o pecado, mas também a nós é dirigida estas palavras do Senhor, que promete ao povo que é fiel uma terra renovada, donde não se arrancará nenhum filho Seu, onde todos se reuniram em torno de Seu Nome. Para nós esta terra é a Jerusalém Celeste, casa onde Deus preparou nossa morada, onde seremos felizes por estar diante da Eterna Bondade, do Eterno Belo, da Eterna Verdade: eu os plantarei sobre o ser solo e eles nunca mais serão arrancados de sua terra, que eu lhes dei (Am 9,15).Jovem rezando diante da Cruz

Jesus Cristo com sua ressurreição nos abriu a portas para esta terra onde o Senhor nos deseja “plantar”. Em Cristo se cumpre todas as promessas de Deus feitas a seu povo, inclusive a que escutamos pela boca do profeta Amós, um lugar onde a felicidade é o ar que se respira, onde tudo é construído por Deus, um novo Céu e uma nova Terra.

Esta terra prometida é aberta a todos os filhos de Deus, mas isso não escusa o esforço que todos devem empenhar para adquirir a dignidade necessária para a entrada nesta nova terra. Jesus neste evangelho nos deixa claro que enquanto não vemos o Senhor face a face precisamos permear nossa vida com exercícios exteriores e interiores para que o pecado não venha a nos impedir a entrada nesta terra que o Senhor nos preparou. Jejuns e penitências fazem parte da vida cristã que compreende a necessidade da purificação através da mortificação para deixar imaculada a dignidade da alma.

Neste evangelho Cristo nos mostra a fundamental diferença que é estar nesta terra peregrina e estar no Céu. Enquanto andamos longe da presença visível de Deus precisamos manter uma vida de oração e vigilância, já, quando estivermos face a face com Cristo não precisaremos de oração, nem jejum e nem qualquer mortificação, pois já estaremos na Terra Prometida. Por isso, Jesus responde aos aos discípulos de João Batista: Por acaso os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo esta com eles? Dias virão em que o noivo não será tirado do meio deles. Então sim, eles jejuarão (Mt 9,15).

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