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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Quinta-feira – Os 11,1-4.8c-9 Mt 10,7-15

XIV Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Deus revela com que cuidado está junto do ser humano, sempre tomando a iniciativa de buscar os homens e mulheres para que andem no caminho da salvação. Esta ação de Deus é reflexo de sua substância divina que não lhe permite abandonar a criatura criada e amada, como Ele mesmo tantas vezes revelou. Por isso diz: eu sou Deus, e não homem (Os 11,9). Isto já nos mostra o porque fala, em tom emocionado, sobre esta Sua face amorosa que se entristece ao ver a recusa daqueles a quem ama. Vendo os seus desviando-se do Seu amor, desviando-se da Sua verdade e do Seu caminho, não Lhe poderia causar mais do que tristeza ao perceber que estes receberam tudo, receberam claramente as indicações para uma vida direcionada somente para a verdade e o amor, mas que acabam preferindo as sendas da injustiça, do egoísmo, da vaidade, da sensualidade, da ganância e tudo o mais que leva o homem a ignorar a Deus e seu amor. Esta recusa do ser humano é típica em muitas passagens do Antigo Testamento, mas, sendo fruto do pecado, em nosso tempo percebemos clara e teimosamente a fraqueza de muitos homens e mulheres quando se encontra entre Deus e o seu amor próprio acima do amor Divino.Jesus envia os discipulos

Ele não somente ama e zela, mas educa e guia no caminho plano e reto que leva a plena felicidade. Nesta leitura da profecia de Oséias percebemos o quanto se esmera em conduzir-nos a Si, mostrando-nos os perigos que se apresentaram no trajeto mas também dando-nos apoio para vencermos a todos. Por isso nos educa, desde criança ensina-nos a verdade, de modo especial introduzindo em nosso ser o desejo pelo bem, a inquietação pela verdade.

Por motivo deste amor profundo de Deus pela humanidade, promete não dar largas a Sua ira, deixando de lado a opção do terror em favor da compaixão: não darei largas à minha ira... e não me servirei do terror (Os 11,9).

Tudo o que recebemos de Deus é gratuito e aquele que toma consciência disto deverá agir também de forma gratuita com seus irmãos. É como diz Cristo neste evangelho, de graça recebestes, de graça deveis dar! (Mt 10,8). Este amor de Deus que nos zela, guia e educa é parte da mensagem salvífica de Cristo que incumbiu os discípulos de anunciar. É parte da missão daqueles que saem pelas casas e povoados para anunciar o Evangelho.

Claramente Jesus deixa algumas dicas de comportamento a estes missionários do Evangelho. Primeiramente fala da conveniência de andar sem preocupação com dinheiro ou alguma posse, pois aqueles que estão a serviço do Reino não devem ser deixados sem sustento por estes outros que recebem de sua boca a palavra de Deus. O operário, diz Jesus, é merecedor do sustento por seu trabalho. Isto que poderia ser somente direcionado a quem trabalha em algum serviço braçal é também relacionado por Cristo ao anunciador do Evangelho, tornando-o deste modo, não um serviço para enriquecimento dos que exercem esta função, mas determinando que merecem receber o necessário para seu sustento, para que não definhem por miséria no serviço do anúncio do Evangelho.

Estes missionários do Reino recebem de Cristo outra importante recomendação. Em cada povoado em que entrarem procurem hospedagem junto a quem for notoriamente digno. Com isto Jesus nos mostra que aqueles que estão para anunciar o Evangelho a todos, precisam encontrar repouso em ambiente sadio, para que não corram o risco do pecado durante a fraqueza do descanso.

Ouvindo Jesus falar da possível recusa de alguns quando lhes é anunciada a paz, logo nos vêm a mente a tristeza de Deus expressa pela leitura da profecia de Oséias. A estes Jesus não lhes promete terror e ira como Deus já dissera não ser parte de seus instrumentos. Mas apenas lhes adverte que recusando a paz de Deus, podem ser tratados com mais rigor que o pior pecador no dia do juízo final.

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