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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Quinta-feira – Am 7,10-17 Mt 9,1-8

XIII Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

[A voz do profeta: recolhê-la para ouvir a verdade]

O profeta Amós convocado a se retirar das terras onde Jeroboão é rei na tentativa de livrar-se daquele que está incomodando. O profeta desconforta o rei e seus sacerdotes justamente porque não se submete a suas leis mas somente a lei de Deus, e ouve não as faláceas enganosas dos sacerdotes do rei, mas ouve a voz de Deus. Este profeta é chamado por Deus, uma vocação nascida da liberdade divina que conhece o coração dos homens e do que precisam para retomar o caminho da verdade perdido por causa da ilusão do poder, fruto do pecado. Esta vocação deve receber uma resposta livre por parte do profeta, por isso ele mesmo se sente livre de qualquer autoridade humana para obedecer somente a Deus que o incumbiu de uma missão.

Como Amós, que era considerado uma pedra de incômodo, todo aquele que transparece em sua vida a vontade de Deus, em atos, palavras e pensamentos, também será considerado pedra de tropeço àqueles que buscam a realização do homem pelo homem, que mergulham no poder desvalorizando qualquer regra moral ou humana que possa interromper ou anular suas intenções. A voz do profeta era muitas vezes ameaçada ao silêncio, nossa voz como cristãos responsáveis por nossa fé e batismo, não pode temer as ameaças e contrariedades impostas por aqueles que desejam o triunfo sobre a verdade, que desejam aniquilar qualquer oposição à suas posturas insinuantes ao pecado e mergulhadas do erro.

Como cristãos recebemos, juntamente com nossa fé em Cristo, a missão profética do mesmo de anunciar a verdade sem medo de represálias, com a firme convicção de que é somente a Deus que devemos temer, observando sempre seus mandamentos para que nossa vida seja, em primeiro lugar, voz que anuncia a Vontade de Deus para os homens.

[Jesus perdoa e cura]confessionário 03

A incapacidade humana de reconhecer a verdade nas palavras de Deus transmitida pela boca daqueles escolhidos por Ele, fica mais perceptível neste milagre de Jesus que vemos neste evangelho.

Jesus, percebendo a fé do paralítico, lhe perdoa os pecados, algo que para todos os judeus é reservado somente a Deus, visto que somente Ele teria tal poder. Mais uma vez agem na desconfiança de Jesus como o Messias, e lhe acusam de blasfêmia por outorgar-se um poder divino. O Senhor percebe o engano em seus corações por isso realiza o milagre restituindo ao paralítico os movimentos que já não tinha. Tudo isto para que aqueles que duvidavam percebessem que Ele tinha o poder de perdoar os pecados já que podia fazer um paralítico voltar a caminhar.

Nossa confiança cristã na remissão dos pecados brota deste poder divino em Jesus Cristo. Ele não somente nos perdoa os pecados, mas é capaz de realizar milagres em nossas vidas ao passo que nos colocamos humildes diante Dele, expondo nossas misérias e suplicando-lhe o perdão para reforçar nossa vontade humana de não mais pecar.

Jesus neste evangelho realiza dois passos, primeiro perdoa os pecados e depois realiza o milagre. O primeiro movido pela fé do paralítico e o segundo pela falta de fé do presentes. Quem procura o perdão o faz porque acredita no perdão e estes são chamados a mostrar aos que, descrentes neste poder de Cristo transmitido à Santa Igreja, ignoram esta necessidade espiritual e aos que a atacam julgando-a pura invenção humana.

Aqueles que presenciaram o milagre de Jesus louvaram a Deus por ter manifestado tal poder aos homens. Em nossa ação de graças deve estar presente a graça do sacramento da penitência, pois ela nos traz o mesmo perdão que o Senhor deu ao paralítico.

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