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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Quarta-feira – Os 10,1-3.7-8.12 Mt 10,1-7

XIV Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Os doze apostolos

A história da salvação tem seu início com o povo de Israel, confirmada com a primeira Aliança firmada por meio de Moisés. Ao longo desta história até os dias da plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4), quando o Senhor se encarnou e visitou seu povo, Deus se mostrou diversas vezes inclinado a perdoar os pecados deste povo que escolheu para ser a semente da nova humanidade, a partir de onde renovaria a face da terra. Este mesmo povo eleito brincou muitas vezes com seu Deus, aquele que o havia libertado com braço forte e mão estendida das garras da escravidão, pecando gravemente e provocando a ira de Deus com o mais reprovado pecado diante de Deus, a infidelidade. Muitas vezes este povo cedeu a tentação de edificar altares e ídolos que corroborassem suas próprias condutas pecadoras, libertinas e imorais, destronando Deus daquele lugar que sempre deve lhe pertencer na vida do ser humano.

Em Oséias sentimos esta o desejo ardente de Deus em renovar seu povo e de quanto a dor pelos pecados humanos lhe faz exercer muita misericórdia, o Senhor mesmo derrubará seus altares, destruirá os seus simulacros (Os 10,2b). O que lhe move a intervir desta maneira é a visão de seu povo perdido e incapaz de retornar ao caminho da verdade sozinho, povo que se perdeu e não consegue retornar. Por isso, surge a ação de Deus que destrói seus ídolos fazendo com que os homens e mulheres vejam o quanto depositavam sua confiança em pedra e pó e não em algo superior a eles. Por isso, faz surgir profetas que mostram a senda certa a se direcionar, profetas que caminham com este povo para garantir que não se desviaram e se houver desvio que sejam porto seguro de afirmação do caminho certo.

Deus nos mostra que sua permanente presença junto de Seu povo nunca o demoveu da guia de todos ao objetivo da perfeição, nunca desistiu ou modificou seu plano salvífico para toda a humanidade que tinha seu inicio necessário neste povo eleito, povo com quem firmou a Antiga Aliança.

Com Jesus instaura-se a consumação deste pleno salvífico. É Nele que toda a estrutura se ajusta mostrando a humanidade que a hora chegou, como o Senhor prometerá.

Cristo escolhe seus colaborados próximos, que serão aqueles que falaram abertamente com Sua autoridade. A estes apóstolos que Jesus escolhe, dá-lhes a devida recomendação: não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 10,5-6). Por que Jesus falou assim? O Filho de Deus, conhece o plano do Pai, porque são um, de modo que compartilham da mesma intenção, resgatar o que fora eleito como povo exclusivo de Deus para que estando eles novamente cientes do caminho que perderam se possa levar a mensagem da salvação a todos.

Percebemos que a unidade de Jesus Cristo com o Pai se mostra claramente nestas palavras na profecia de Oséias com as palavras de recomendação do Senhor aos apóstolos. Não temos motivo para não acreditar no plano salvífico que Deus pôs em andamento desde a libertação do povo de Israel da casa de escravidão, pois toda a ação divina do Antigo Testamento se confirma nas palavras e ações de Cristo.

O que hoje percebemos de modo especial é que Deus ama verdadeiramente a todo ser humano por isso nunca desiste de resgatá-lo, e que em seu Filho único, Jesus Cristo, nos confirmou este amor que perpassa os milênios e chega até nós em cada ação Sua em nossa vida, sempre nos buscando para nos colocar no caminho do Seu amor.

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