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quinta-feira, 5 de julho de 2012

É possível vida terrestre embora não haja provas

ROMA, 05 Jul. 12

O diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, o jesuíta argentino José Gabriel Funes, explicou no Castel Gandolfo (Itália), que há grandes possibilidades de que exista vida fora do planeta terra.

Observatorio Vaticano [Pe Funes] Em declaração a ACI Prensa e comentando a possibilidade de encontrar vida inteligente fora da Terra, o sacerdote afirmou que “seria possível a existência da vida no universo”.

Sendo assim, “os católicos não temos necessidade de mudar nossa visão do universo, afirmou, e “Deus, em sua liberdade, poderia ter criado outras criaturas também inteligentes e poder ser parte da criação”, acrescentou.

Segundo o Pe. Funes, estes seres “poderiam se relacionar com Deus, assim como fazemos nós”, e sua existência não estaria em oposição a existência de Jesus Cristo. “Não vejo nenhuma dificuldade para a fé católica”, destacou.

O Pe. Funes explicou que tudo se reduz a probabilidade. Considerando que o universo esta cheio de cem milhões de galáxias e “se dividimos as galáxias pela população mundial, cada um ficaria com 14 galáxias, cada uma destas galáxias estão cheias de alguns milhões de estrelas”.

É possível, então, “que cada uma destas estrelas tenham planetas que giram ao redor de outras estrelas, como se faz ao redor do Sol. E portanto, seria possível a existência de vida no universo”.

É muito o que sabemos, porque podemos reconstruir a história do universo desde os primeiros instantes até a formação da terra, dos planetas, isto não esta em contradição com a fé. O que aprendemos da mensagem bíblica, e também com a reflexão teológica. O que sabemos pela fé e também pela razão, não só pela fé, é que Deus é o criador, um Pai bondoso, que nos sustenta no ser e no existir”, disse.

Dentro deste marco, recordou que o universo “existe graças a vontade de Deus e como disse a Bíblia, ‘quando terminou de criar viu Deus que tudo era bom…’, também nos têm que ajudar a ver a bondade do universo, olhar também com olhos de bondade na história da humanidade e também nossa própria história na terra”.

De todos os modos, por enquanto, não temos nenhum resultado. Não há nenhuma evidência de que exista vida fora da Terra. Esta descoberta pode acontecer amanhã. Talvez dentro de mil anos, ou talvez jamais aconteça”, e “para que tenhamos alguma evidência da há vida, depende da ciência, senão é inútil especular”.

O Pe. Funes se licenciou em Astronomia no ano de 1985, posteriormente ingressou na Companhia de Jesus, e depois de sua ordenação sacerdotal, se doutorol em astrofísica na Universidade de Pádua, Itália. Posteriormente, os superiores de sua congregação o destinaram como astrônomo no Observatório Vaticano, e no ano de 2006, Bento XVI o nomeou diretor do organismo.

Para o Pe. Funes, dirigir o Observatório “se trata de construir pontes, um ponte entra a Igreja Católica e os cientistas, em particular os astrônomos. É um desafio que entusiasma, que também permite chegar a mais público, porque há temas muito interessantes, a origem do universo, a possibilidade de vida extraterrestre”.

Neste sentido, explicou que a relação entre ciência e fé ocupa um lugar muito importante para o Santo Padre, “se pode ver em suas homilias, em seus discursos… em particular, para o Observatório vaticano e para os outros observatórios também no mundo, 2009 foi uma época muito importante, porque foi o ano internacional para a astronomia, durante esse ano, o Papa se referiu várias vezes à astronomia em particular, e nesse ano, o Papa inaugurou as novas instalações do observatório”.

Se pode afirmar que a origem do Observatório Vaticano, como se conhece hoje, pode ser fixada no ano de 1891, quando o Papa Leão XIII quis demonstrar  que a Igreja não se opõe ao desenvolvimento científico e que, pelo contrário, promove a ciência de grande qualidade.

Hoje em dia, o Observatório Astronomico do Vaticano se divide em dois grupos, um com a sede histórica nos jardins pontifícios do Castel Gandolfo, e outro no Monte Graham, Tucson, Arizona (EUA), onde os investigadores, principalmente sacerdotes jesuítas, possuem seu telescópio mais importante. É um dos centros astronomicos mais importantes do mundo.

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*Fonte: ACI/EWTN Noticias

**Tradução e parte em negrito: Blog VALDERI

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