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terça-feira, 5 de junho de 2012

Terça-feira – 2Pd 3,12-15a.17-18 Mc 12,13-17

XI Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Neste evangelho, nossa atenção facilmente se volta para as palavras chaves de Cristo: dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus (Mc 12,17). No entanto, antes de nos deter somente nas palavras de Cristo, é válido considerar o comportamento destes fariseus e partidários de Herodes. Eles conheciam Jesus, certamente já acompanhavam seus passos de longe e o mais interessante é que não viam nada de mal Nele, sua introdução a pergunta feita a Cristo revela o quanto compreendiam um pouco da personalidade e das ações de Jesus: Mestre, sabemos que tu és verdadeiro e não dás preferência a ninguém (Mc 12,14a). Alguém que consegue enxergar isto em Cristo não esta longe de conquistar a vida eterna: só te falta uma coisa: vai, vende tudo o que tens... depois, vem e segue-Me (Mc 10,21). Mas estes fariseus e partidários de Herodes não tinham duas coisas que são necessárias para se dar este seguinte passo importante: coerência e fé. Faltava-lhes fé em Cristo, isto é, ver Nele alguém que fazia tudo o que eles viam por força de sua missão messiânica, não criam que Jesus era o Salvador. E depois, humanamente faltava-lhes a coerência e honestidade com a própria consciência que procurava condenar aquele que somente fazia o bem, e que não discriminava ninguém, ensinado o verdadeiro caminho de Deus (cf. Mc 12,14b).

Semelhante a estes estão aqueles que, vendo em Jesus Cristo atitudes verdadeiras, boas, honestas e que ajudam o ser humano, não passam desta visão humanitária de Jesus, transformando estes atos de Cristo simplesmente em assistencialismo fundado numa suposta caridade humana simplesmente. “Mutilam” na pessoa de Jesus, sua divindade, separam o homem do Deus em Jesus, desconsiderando sua Filiação Divina e por conseguinte Sua obra Salvadora. Estes ainda, são aqueles que pretendem convencer o mundo de que o homem pode ser bom e honesto sem precisar crer em um Deus que seja o modelo e a fonte desta vida. De certa maneira, os que vivem assim, retrocedem no desenvolvimento humano, pois a natureza do homem esta desde sua criação inclinada para reconhecer e aceitar a Deus.balanca

Nas palavras de Cristo em resposta aos que, maliciosamente, lhe indagaram, encontramos a clara divisão que o cristão deve fazer das realidade que o cercam. Sabemos que tudo é obra de Deus, que nosso trabalho também é fruto daquela força e sustentação que Deus nos proporciona, mas não podemos fugir das exigências de uma sociedade organizada, que pede nosso contributo para o bem comum. Por isso, os cristãos não vivem alheios ao que os cercam, mas vivem e trabalham com os pés na sociedade onde estão. No entanto, damos a esta realidade não mais do que é seu, ou seja, damos a realidade criada pelos homens (leis, governos e governantes, impostos, etc.) não mais do que lhes pertence. Pois o que de mais valioso temos é de Deus. Isto é também exercício da justiça, própria de Deus que sabe dar ao ser humano o que ele precisa. Para Deus não ofertamos algo de que necessite, mas lhe damos o que lhe é de direito, ou seja, nossa fé, nossas orações, tempo, nosso amor, nossa vida.

As palavras de Cristo são uma “balança” justa, onde depositamos sempre o mais valioso e custoso no lado que pende para Deus, pois ali esta nosso mais necessário depósito de confiança para uma vida feliz e realizada.

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