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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sexta-feira – 1Pd 4,7-13 Mc 11,11-26

VIII Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Neste apelo de Pedro para que estejam vigilantes e assíduos na oração, algo se sobressai: é o amor. Em realidade este trecho da carta de Pedro pode ser considerado uma extensão daquelas palavras de Cristo para que todos nos amemos uns aos outros assim como Ele mesmo nos ama. De fato, o amor entre os irmãos não só nos deixa próximos do que Deus mesmo faz por nós como nos alivia de muitos pecados, nos deixando cada vez mais aptos a amar mais. O amor perdoa pecados no sentido de que, aquele que ama não se sente a vontade em se orgulhar do que têm, nem de desejar a glória humana por cima dos seus irmãos. É porque os ama que vive-se mais a humildade e a caridade, fazendo assim que se evite muitos pecados. O amor também é fonte de perdão dos pecados pelo sentido de sacrifico que a pessoa que ama cultiva em si. Assim, o amor faz com que o amante não poupe sua própria vida em favor do amado, e nestes sacrifícios por amor são perdoados muitos pecados.
Mas o amor também é canal da graça de Deus que concede a cada um, de maneira diferente, dons para viver com certa habilidade em determinadas coisas. Por isso, Pedro fala que aquele que recebeu algum dom não deve deixá-lo guardado, mas deve exercitá-lo, torná-lo visível e frutuoso.
Nisto tudo, através do verdadeiro amor de uns pelos outros, que nos leva a agir conforme a graça de Deus e que nos impulsiona a viver de acordo com os dons recebidos, Deus é glorificado através de nossas vidas.
Neste evangelho vemos dois momentos distintos: Jesus amaldiçoando a figueira que não dava frutos no tempo certo, e expulsando os vendedores e cambistas de dentro do Templo.
Estas atitudes de Cristo devem ser vistas como atitudes fortes, convictas de quem possui grande fé e deposita grande confiança em Deus. Aquele que com fé acredita que o Pai tudo pode dar quando o pedido é feito com fé, pode remover montanhas, pode tomar atitudes que aos olhos dos outros seria de violência e injustiça. Mas o fato é que quem acredita firmemente em Deus e em sua providência não teme defender a verdade, por isso Jesus expulsa aqueles que estavam transformando o Templo em comércio, e do mesmo modo amaldiçoa a figueira por não dar seus frutos no tempo devido.
Estas imagens devem servir de alerta para nós daquilo que realmente desagrada a Deus. Quando transformamos o Templo, casa de Deus em local de comércio, local de conversas e fofocas, local onde se faz de tudo menos oração, somos destinados e ser expulsos do coração de Deus. De modo semelhante, aquele que sabe de sua tarefa de produzir frutos e por preguiça ou outros motivos egoístas não os produz esta destinado a ser amaldiçoado.

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