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sábado, 30 de junho de 2012

Sábado – Lm 2,2.10-14.18-19 Mt 8,5-17

XII Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Hoje, no Evangelho, vemos o amor, a fé, a confiança e a humildade de um centurião, que estima profundamente o seu criado. Preocupa-se tanto por ele, que é capaz de humilhar-se ante Jesus e pedir-lhe: “Senhor, o meu criado está de cama, lá em casa, paralisado e sofrendo demais” (Mt 8,6). Esta solicitação pelos outros, especialmente por um criado, Jesus e o centuriao cheio de feobtém de Jesus uma rápida resposta: Ele respondeu: Vou curá-lo (Mt 8,7). E tudo desemboca numa serie de atos de fé e de confiança. O centurião não se considera digno e, ao lado deste sentimento, manifesta sua fé diante de Jesus e de todos os que estavam ali presentes, de tal maneira que Jesus diz: Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o estavam seguindo: Em verdade, vos digo: em ninguém em Israel encontrei tanta fé (Mt 8,10). Esta fé que o centurião demonstra é a que nasce de um coração honestamente aberto ao bem, que mesmo sem conhecer a Jesus Cristo, sabe reconhecer onde o poder de Deus se manifesta, por isso, este soldado apresenta-se diante de Jesus e deposita Nele sua confiança. Podemos nos perguntar se conseguimos ter esta fé que ele demonstrou!

Podemos nos perguntar também: O que é que move Jesus para realizar o milagre? Quantas vezes pedimos e parece que Deus não nos atende! E isso que sabemos que Deus sempre nos escuta. O que será que acontece, então? Achamos que pedimos bem, mas, será que o fazemos como o centurião? Sua oração não é egoísta, está cheia de amor, humildade e confiança. Diz São Pedro Crisólogo: A força do amor não mede as possibilidades (...). O amor não discerne, não reflete, não conhece razões. O amor não é resignação ante a impossibilidade, não se intimida ante nenhuma dificuldade. É assim minha oração?

O centurião disse: Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado... (Mt 8,8). É a resposta do centurião, que a Igreja ressoa em todas as Santas Missas. São assim teus sentimentos? É assim tua fé? Só a fé pode captar este mistério, esta fé que é o fundamento e a base de quanto ultrapassa à experiência e ao conhecimento natural (São Máximo). Se é assim, também escutarás: ‘Vai! Conforme acreditaste te seja feito’. E naquela mesma hora, o criado ficou curado (Mt 8,13).

A fé não é um objeto que construímos, mas é dom de Deus que se faz perceptível naquele que abertamente abandona-se na vontade de Deus.

Santa Maria, Virgem e Mãe! Mestra de fé, de esperança e de amor solícito, ensina-nos a orar como convém para conseguir do Senhor tudo aquilo que necessitamos.

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*Baseado na reflexão do Rev. D. Xavier JAUSET (Lleida, Espanha.

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