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sábado, 9 de junho de 2012

Sábado – 2Tm 4,1-8 Mc 12,38-44

IX Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Mesmo tendo inúmeros desafios no caminho, muitas barreiras criadas pela própria condição humana, nos é pedido que nunca deixemos de anunciar o evangelho, que sempre através de nossa reflexão sobre a Palavra de Deus, se possa tirar orientação para a vida humana, para o reto proceder com Deus, com os homens e com o mundo.Sao Paulo

Profeticamente, o Apóstolo com grande amor pela verdade, pede que nunca se deixe de ensinar o que se desprende do Evangelho de Jesus Cristo. É incrível como Paulo parece olhar para nosso mundo moderno, onde as pessoas se rodeiam de “mestres” que lhes oferecem doutrinas convenientes, que simplesmente satisfazem seus vãos caprichos, por vezes, ensinamentos que ferem gravemente a própria dignidade humana e outros que ofendem gravissimamente a Deus. Muitos se encontram com contos de “fadas”, horóscopos e outros meios “mágicos”, na tentativa de encontrar algo que lhes possa corroboram suas vidas nem sempre justa e digna. Estes certamente o fazem levados pelos vícios que sempre nos tendem levar ao mais cômodo a uma vida sem regras a serem seguidas, onde se é dono da própria moral, onde se é juiz das próprias causas. Tudo isto reflete um mundo que abandonou a Deus, que cerrou seus ouvidos a voz dos ensinamentos e admoestações vindas do Evangelho de Cristo. Mas mesmo que aparente não haver ouvidos para Deus, Paulo nos pede: proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda paciência e doutrina (2Tm 4,2).

Paulo é exemplo deste homem que não se cansa de anunciar a verdade mesmo diante de um mundo indiferente e às vezes “alérgico” a voz de Deus. Por isso, afirma com plena certeza que, tendo guardado fielmente a fé, tendo combatido com bravura e sem cometer injustiça, tendo sido perseverante no anúncio da Palavra, lhe esta reservada a coroa da justiça. Esta certeza de Paulo não deve se restringir a ele, mas a todos que, como ele, não se intimidam diante do mundo e da sociedade, mas bravamente levam a Palavra de Deus a tudo e a todos.

Jesus é o fundamento de todo valente anunciador de Deus, é o fundamento de todo cristão que persevera na verdade. Ele em cada ensinamento nos dá o que precisamos para alimentar em nós o profundo ardor de vencer o mal e seguir o bem.

Neste evangelho Cristo nos chama a atenção para esta pobre viúva que deposita duas moedas quase sem valor na caixa de ofertas do Templo. O Senhor não quer nos falar de nossas doações monetárias à Igreja, nem da quantidade que deveríamos ofertar. Mas Jesus nos quer transmitir algo muitos mais profundo e que na verdade é o cerne de toda a generosidade e do próprio empenho na evangelização: dar de sua pobreza.
Com isto fica claro o que o Senhor nos quer dizer, que não importa a quanto tenho e o quanto posso ofertar, mas o que interessa realmente é que minha oferta a Ele seja do que possuo e não do que sobra, pois as sobras somente são dadas porque não nos faram falta, ou seja, para Deus não podemos ofertar simplesmente porque é sobra, mas sim devo ofertar o que possuo de melhor, sem tirar do meu sustento. É necessário haver esta mudança de ângulo para enxergar melhor nossas contribuições humana e material para a Igreja. Ofertando a ela oferto a Deus, assim me justifico diante daquele que um dia se ofertou inteiramente, sem reserva alguma, por mim.

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