Destaque:

El centenario de las apariciones de la Virgem Maria en Fatima

Rosa Caroline Crespo Fernández Valderi da Silva En su visita al santuario de Fátima en 1982, San Juan Pablo II proclamaba que "a ...

Você escolheria a Monarquia como melhor sistema de governo para o Brasil?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Quinta-feira – Eclo 48,1-15 Mt 6,7-15

XI Semana do Tempo Comum

[Profeta: voz de Deus e receptáculo da oração do povo]
A figura do profeta é ilustrada pelo Eclesiástico como o mais ilustre dentre os homens, pois permite que Deus se manifeste por ele. O profeta é este canal por onde Deus, o todo-poderoso, opta aparecer na vida dos seres humanos, através de muitos sinais realizados por meio do profeta, mas também pela vida deste, isto é, pelo jeito de viver.

Encontrando um profeta e o reconhecendo como tal, o povo começa a sentir admiração e a temer suas palavras e ações, pois sabe que ele é porta-voz do Altíssimo. Em realidade, admira os prodígios de Deus que se realiza através do profeta, e teme a ação de Deus que pode julgar a castigar também através deste homem entregue a missão profética. Admiração e temor acabam se tornando duas formas de louvor e oração do povo a Deus, pois o profeta acaba assumindo aquele papel do pontífice, aquele que entrega a Deus não somente as angustias do povo, mas também o louvor e a honra devida a Ele por todos os homens. O povo não idolatra ou venera o profeta, mas enxerga nele o canal para seu encontro com Deus, por isso, tanta admiração e temor pelo profeta.

Elias foi um dos maiores profetas do antigo Israel, por isso o livro sagrado o honra com estas palavras, pois sua missão foi além do que um ser humano poderia conceber. Deus realmente fez-se presente na condução de Seu povo pela boca e ações de Elias. É através da transparência de Elias que os homens e mulheres do seu tempo “viam” a Deus.

Esta figura do profeta não desapareceu com os profetas antigos, ela ainda existe na Igreja de Cristo. No entanto, para encontrá-la é preciso livrar-se de olhares mundanos que nos impedem de ver a face de Deus naquele irmão que pode ser instrumento em Suas mãos. A Igreja, enquanto instituição fundada por Cristo e que recebeu a missão própria de ser Cristo no mundo, é profética, pois assume a missão destes santos homens, e é através dela que Deus se manifesta a nós, através de seus ritos, símbolos, homens e mulheres consagrados ao Seu serviço, através de se magistério doutrinal, através de sua tradição. Nela temos o “Elias” que nos conduz no caminho reto, zelando para não nos desviarmos.

[Aprender o importante para orar] Oracao
O Senhor instrui, neste evangelho, a oração dos filhos de Deus. Nossa tendência humana é falar muito para expressar  nossas súplicas, nossa ação de graças e nossos agradecimentos. De fato, muito mais eficaz transformar nossa vida diária – conduta, pensamentos e palavras – em oração a Deus do que esperar aqueles momentos que reservamos para isso e então se utilizar de muitas palavras. Isto não quer dizer que não se deva falar na oração, mas que prevaleça nossa vida como “grande oração” e não as palavras que utilizamos para expressar nosso contato com Deus.

Neste ansioso desejo de que se aprenda o importante para a oração, Cristo nos ensina o Pai Nosso, oração por excelência do cristão, que reserva em si todas as principais posturas de uma vida santa diante de Deus e dos homens. Cada parte desta oração nos leva ao próprio ensinamento de Cristo aos discípulos e por isso, ela é tida como pequeno compêndio do Mestre. Apesar disso, Jesus destaca no final deste evangelho algo que esta contido na oração do Pai Nosso: é preciso perdoar os irmãos, para também ser perdoado por Deus. É exercendo a misericórdia que seremos tratados com misericórdia (cf. Mt 6,14-15).








Nenhum comentário: