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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Quinta-feira – Eclo 48,1-15 Mt 6,7-15

XI Semana do Tempo Comum

[Profeta: voz de Deus e receptáculo da oração do povo]
A figura do profeta é ilustrada pelo Eclesiástico como o mais ilustre dentre os homens, pois permite que Deus se manifeste por ele. O profeta é este canal por onde Deus, o todo-poderoso, opta aparecer na vida dos seres humanos, através de muitos sinais realizados por meio do profeta, mas também pela vida deste, isto é, pelo jeito de viver.

Encontrando um profeta e o reconhecendo como tal, o povo começa a sentir admiração e a temer suas palavras e ações, pois sabe que ele é porta-voz do Altíssimo. Em realidade, admira os prodígios de Deus que se realiza através do profeta, e teme a ação de Deus que pode julgar a castigar também através deste homem entregue a missão profética. Admiração e temor acabam se tornando duas formas de louvor e oração do povo a Deus, pois o profeta acaba assumindo aquele papel do pontífice, aquele que entrega a Deus não somente as angustias do povo, mas também o louvor e a honra devida a Ele por todos os homens. O povo não idolatra ou venera o profeta, mas enxerga nele o canal para seu encontro com Deus, por isso, tanta admiração e temor pelo profeta.

Elias foi um dos maiores profetas do antigo Israel, por isso o livro sagrado o honra com estas palavras, pois sua missão foi além do que um ser humano poderia conceber. Deus realmente fez-se presente na condução de Seu povo pela boca e ações de Elias. É através da transparência de Elias que os homens e mulheres do seu tempo “viam” a Deus.

Esta figura do profeta não desapareceu com os profetas antigos, ela ainda existe na Igreja de Cristo. No entanto, para encontrá-la é preciso livrar-se de olhares mundanos que nos impedem de ver a face de Deus naquele irmão que pode ser instrumento em Suas mãos. A Igreja, enquanto instituição fundada por Cristo e que recebeu a missão própria de ser Cristo no mundo, é profética, pois assume a missão destes santos homens, e é através dela que Deus se manifesta a nós, através de seus ritos, símbolos, homens e mulheres consagrados ao Seu serviço, através de se magistério doutrinal, através de sua tradição. Nela temos o “Elias” que nos conduz no caminho reto, zelando para não nos desviarmos.

[Aprender o importante para orar] Oracao
O Senhor instrui, neste evangelho, a oração dos filhos de Deus. Nossa tendência humana é falar muito para expressar  nossas súplicas, nossa ação de graças e nossos agradecimentos. De fato, muito mais eficaz transformar nossa vida diária – conduta, pensamentos e palavras – em oração a Deus do que esperar aqueles momentos que reservamos para isso e então se utilizar de muitas palavras. Isto não quer dizer que não se deva falar na oração, mas que prevaleça nossa vida como “grande oração” e não as palavras que utilizamos para expressar nosso contato com Deus.

Neste ansioso desejo de que se aprenda o importante para a oração, Cristo nos ensina o Pai Nosso, oração por excelência do cristão, que reserva em si todas as principais posturas de uma vida santa diante de Deus e dos homens. Cada parte desta oração nos leva ao próprio ensinamento de Cristo aos discípulos e por isso, ela é tida como pequeno compêndio do Mestre. Apesar disso, Jesus destaca no final deste evangelho algo que esta contido na oração do Pai Nosso: é preciso perdoar os irmãos, para também ser perdoado por Deus. É exercendo a misericórdia que seremos tratados com misericórdia (cf. Mt 6,14-15).








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