Destaque:

El centenario de las apariciones de la Virgem Maria en Fatima

Rosa Caroline Crespo Fernández Valderi da Silva En su visita al santuario de Fátima en 1982, San Juan Pablo II proclamaba que "a ...

Você escolheria a Monarquia como melhor sistema de governo para o Brasil?

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quinta-feira – 2Rs 24,8-17 Mt 7,21-29

XII Semana do Tempo Comum
Valderi da Silva
Acompanhamos o relato da deportação sofrida pelas autoridades de Jerusalém, Joaquim, sua mãe e seus servos mais próximos. Esta deportação forçada foi realizada pelo rei da Babilônia Nabucodonosor e seu exército, mas ele foi o culpado desta deportação em massa?Nabucodonosor
A Sagrada Escritura ao nos relatar estes fatos que se poderia dizer corriqueiros num mundo de reinos e seus reis, onde a ganância por mais poder e território sempre esteve presente, nos deseja mostrar o real motivo que leva a desolação do povo e de seus governantes. O inimigo que os aflige com a guerra e a deportação forçada de suas terras não é o primeiro culpado pela desgraça, na verdade é um “instrumento” da consequência e um instrumento de Deus e sua justiça. O que mais claramente a Escritura nos quer indicar é que a indiferença a Deus, a seu amor, a seus mandamentos, não fica sem graves consequências, coisas desagradáveis e terríveis que podem acontecer ainda neste mundo. Deus não é castigador, não é um Deus cruel, mas não impede que soframos as consequências pela grave ofensa que por vezes causamos a Ele.
É Deus quem nos sustenta e nos reveste de uma armadura contra as investidas do inimigo, esta armadura somente pode ser quebrada ou desfeita com o pecado, quando o ser humano opta livre e conscientemente pelo mal desfazendo-se do bem que vêm de Deus. Foi exatamente o que fez o rei Joaquim e sua corte, ele fez o mal diante do Senhor, segundo tudo o que seu pai tinha feito (2Rs 24,9). Então o que lhe aconteceu pelas mãos de Nabucodonosor e seu exército não fora menos do que frutos amargos de seus atos irresponsáveis diante da Lei de Deus.
Continuando a mensagem desta leitura do Livro dos Reis, Jesus neste evangelho nos apresenta uma clara admoestação sobre onde o ser humano deve colocar seu esforço para ter uma vida sólida e protegida contra o mal. Em realidade, não basta apenas se apresentar para o culto no templo, nem inscrever seu nome nas listas de cristãos temente a Deus, é necessário fundamentar toda a sua vida nas palavras do Senhor e isto significa excluir aqueles valores e princípios egoístas que nascem da própria conveniência humana para fazer valer mais o que nos vêm da parte de Deus.
Uma vida fundamentada em Deus é como o homem prudente que constrói a sua casa sobre um terreno bem firme, rochoso, onde não há perigo de desmoronamento. A vida humana necessita de princípios e valores sólidos e claros, que, apesar de apresentarem algum trabalho para os fazer valer, são verdadeiras colunas que sustentam o caráter e o espírito diante das várias etapas da vida. Aquele que ouve a palavra do Senhor e a põe em prática, esta caminhando na construção desta vida solidificada livrando-se do perigo das intempéries. Do contrário aquele que não procura no Senhor o fundamento para sua vida é aquele que inevitavelmente sofrerá muitos abalos durante sua existência sobre esta terra.
Igualmente podemos usar este sentido das palavras de Cristo para a família, que, ao ser um conjunto de pessoas unidas pelo mesmo laço afetivo, necessitam unir-se também nesta tarefa de buscar pela construção de sua “casa familiar” nas palavras do Senhor, encontrando nos variados exemplos que a Sagrada Escritura apresenta modelos da importância de ouvir e atender a voz de Deus. Somente com este atento olhar para Cristo e para a Sagrada Escritura é que construiremos uma humanidade nova, que dá mais valor a vida e a felicidade.






Nenhum comentário: