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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quarta-feira – 2Rs 22,8-13;23,1-3 Mt 7,15-20

XII Semana do Tempo Comum
Valderi da Silva
Esta leitura do livro dos Reis nos traz uma consideração interessante e sempre oportuna. Como cristãos, não nos Sagrada Escritura reconhecemos numa “religião do livro”, somos a religião de uma Pessoa, mas o livro Sagrado é aquele instrumento de Deus que nos coloca em contato com Ele além de ser nossa fonte de orientação sobre a Vontade de Deus para o ser humano.
É através do Livro Sagrado que podemos nos pôr diante do Senhor da Criação e da história, pois percorrendo com a devida atenção cada página deste livro não encontramos outro sujeito principal a não ser Deus e seus diversos atributos. Através da sagrada Escritura podemos reconhecer a magnitude e onipotência de Deus, podemos reconhecer sua misericórdia e sua justiça e ao mesmo tempo nos faz conhecer que este Deus não é distante mas junto de nós, nos possibilitando uma relação com Ele, como amigos íntimos. Por isso, a Sagrada Escritura é instrumento de contato privilegiado com o Deus onipotente.
Na Sagrada Escritura Deus nos manifesta toda a Sua vontade a respeito da vida humana, sua conduta e sua felicidade. Pensamos muitas vezes em procurar livros e “gurus” que nos oriente sobre decisões e comportamentos; isto acontece quando não sabemos reconhecer o poder orientador das palavras sagradas transmitidas por Deus durante muitos séculos. É nela que encontramos as normas para o nosso agir com Deus, como devemos tratá-Lo e como devemos honrá-Lo. Igualmente no Livro Sagrado lemos orientações de como se comportar com nossos irmãos, seres humanos como nós, filhos de Deus como nós. Estas orientações a respeito dos irmãos vemos impressas mais claramente nas palavras de Cristo sobre a caridade e a misericórdia. Mas também encontramos palavras sobre o cuidado conosco mesmo, para reconhecermos que somos criaturas amadas de Deus e que este amor culminou em sua maior prova na encarnação, paixão, morte e ressurreição do Filho de Deus. Ele nos ensinou que não somos apenas um corpo vazio, mas templo do Espírito Santo de Deus e por isso, repleto de uma dignidade acima de qualquer outra criatura.
Não somos uma religião do livro, mas de Deus, que se manifestou a nós desde muito tempo através destas sagradas palavras.
Pelos seus frutos vós os conhecereis (Mt 7,20), Jesus fala dos falsos profetas e de como se saberá que eles não são Lobo em veste de cordeiro verdadeiros. É justamente pelo que fazem e falam é que se mostrará a veracidade de sua “vocação”, pois antes de ver seus frutos como podemos julgar? Somente após uma análise pacienciosa dos frutos de tal pregador é que poderemos confrontá-lo com a palavra de Deus e assim o considerar falso ou verdadeiro mensageiro de Deus. Nesta sociedade em que estamos existe um ambiente muito propício para o surgimento de lobos em vestes de cordeiro. É em parte pela ignorância quase geral a respeito da palavra de Deus e tudo o que nos transmitiu pelos autenticados profetas e apóstolos de Cristo. Em um ambiente indiferente a necessidade de conhecer a vontade de Deus e também o conhecimento da realidade sobre nossa vida presente neste mundo em vista da vida eterna, o mal facilmente encontra espíritos débeis que se tornam alvos fáceis para a confusão doutrinária e até a substituição da verdade pelo absurdo culto à mentira.
Uma árvore má dá frutos maus, uma árvore boa sempre dará frutos bons. Como cristãos conhecemos nossa árvore verdadeiramente boa, precisamos beber de sua seiva para que nós geremos frutos de verdade, justiça, caridade e misericórdia.






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