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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Liturgia é celebração de Cristo, não nossa!

A liturgia é manifestação de Deus através das orações, cantos, gestos, sinais e palavras. Ele se utiliza do Rito Litúrgico Santa Missa 02 realizado naquele determinado momento para manifestar Seu mistério aos homens e mulheres presentes na assembléia litúrgica. Por isso, os documentos da Igreja deixam entendem que uma liturgia realmente boa, que alcança o fim desejado é aquela em que o sacerdote some, onde os auxiliares do sacerdote no rito somem, e Cristo aparece. Isto é muito claro ao levarmos em consideração que o protagonismo da ação litúrgica é CRISTO e não o ser humano, é Ele o Sacerdote que realiza a celebração, que oferta, se oferta e se dá em alimento.

Quando assistimos tantos leigos e padres querendo transformar a liturgia da Missa em palco de danças e coreografias percebemos que ali não encontraremos Cristo celebrando, mas nada menos do que o próprio homem se auto-celebrando, usando a liturgia onde Cristo deveria aparecer como palanque para se erguer e se auto-proclamar. Nada mais do que alienação da celebração do Sagrado Mistério de Cristo. A Igreja não é palco onde sempre preciso inventar algo para “levantar a galera”, pois, é uma celebração bem orientada e piedosa, que vai fazer com que o próprio Cristo anime os corações. Aquela ansiedade em  querer descobrir o que de novo se pode fazer para deixar mais “animada” a celebração é na verdade ânsia por desejar celebrar o ser humano, sem perceber que assim se faz sumir a Deus da liturgia. Bater palmas, dançar, levantar as mãos, levantar lenços, folhetos, etc., são manifestações não para Cristo, mas para si mesmo, não se faz isso para Cristo e Seu mistério, se faz isso para nos sentirmos melhor, de bem. A celebração da Eucaristia não é “spa” nem “playground” para me sentir melhor, lá procuro o Deus que me salva e sustenta, lá estou para adorá-Lo e escutá-Lo.Santa Missa

As danças e coreografias são expressões claras desta inversão da finalidade celebrativa da liturgia. Elas são realizadas em muitas missas por este país, mas estão ferindo gravemente a liturgia. Coreografias se faz somente para aplaudir e celebrar o homem, as danças também. Quem as faz geralmente não pensa nisso, mas isto não diminui o erro, e deve ser extirpado de nossas celebrações. Deve-se lembrar que este tipo de ignorância é vencível e portanto, é obrigação se corrigir após o conhecimento do erro.

E mais, notamos em muitos lugares por onde passamos, que se tenta dar muitas explicações do Rito enchendo a celebração de comentários e pequenas explicações. O Rito não se explica, se vive em primeiro lugar, também se saboreia. Este saborear precisa de um certo conhecimento do que se celebra, por isso as intervesões do padre durante a celebração, onde ele pode, com poucas palavras, dar a entender ao fiel o motivo daquela celebração. Mas mesmo assim, se pode saborear pelo simples fato de poder viver cada momento da celebração, pois seus gestos e sinais falam muito aos sentidos dos fiéis.

Um doença grave em nosso tempo é a indisciplina litúrgica, e ela só será mudada com o tempo, enquanto houver uma mudança de mentalidade. Talvez leve muitos anos, mas somente a passos pequenos e com muita caridade, será possível corrigir o que tanto se fez em detrimento da Sagrada Liturgia.

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*Texto elaborado por inspiração da entrevista de Dom Henrique Soares (Canção Nova) e vídeo com resposta do Cardeal Francis Arinze.

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