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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sexta-feira – At 18,9-18 Jo 16,20-23a

VI Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

As palavras de Cristo a Paulo em visão são encorajadoras para que o apóstolo siga fazendo o que é próprio de sua missão. Encontramos sempre em Deus o encorajamento, a força para seguir em frente mesmo quando parece-nos que o mundo esta contra nós.

Nestas mesmas palavras de Jesus a Paulo encontra-se o alento para quem se dedica na difusão do evangelho. Assim, como Paulo encontra em Cristo o que o faz permanecer firme na missão, todos os ministros da Palavra de Deus, devem encontrar em cada palavra de Jesus orientação para o discernimento e sabedoria, assim como conforto para enfrentar as agruras que a missão sempre reserva àqueles que são fiéis. Em realidade, toda a vida de Cristo é “escola” de vivência cristã, mas de modo especial suas Palavras são orientação de como pensar e falar, pois nelas temos material para nossa reflexão e assim amadurecimento interior, assim como forma de expressão para anunciar o Evangelho.

Também na evangelização dos cristãos que ainda não percebem como se deve viver a fé, estas palavras do Senhor se dirigem perfeitamente. Muitas vezes experimentamos a sensação de que muitos cristãos apenas recebem o batismo mas não enxergam o valor das palavras de Cristo. Como podem viver cristãmente sem o reconhecimento do valor de tais palavras do Mestre? Como podem chamar-se cristãos sem esforçarem-se para aprender desta “escola” que são as palavras de Jesus Cristo? O que diz Ele a Paulo, o diz também para os cristãos que ainda não vivem interessadamente a vida cristã. Portanto, vivei como cristãos!

As mesmas palavras de Cristo é ânimo para todos os seguidores Dele, pois nos assegura a permanência do Senhor, mesmo que invisível junto de todos os que são chamados cristãos, junto daqueles que falam do evangelho com suas vidas.

Em continuidade ao evangelho que escutamos na liturgia de ontem, Jesus continua a tranquilizar Seus discípulos quanto a tristeza que sentiram pela partida do Mestre. Numa estreita ligação com as palavras de Cristo a Paulo, ele anima os discípulos na futura tristeza que seguirá, assegurando-lhes a Sua permanência com todos através do Espírito.

Jesus utiliza este exemplo da mulher que dá a luz. Ela sente tristeza pela dor do parto, mas a alegria pela vida que dela nasceu a inunda, transformando a tristeza em alegria.

Também deste exemplo utilizado pelo Senhor, percebemos o quanto esta alegria é sinal de vida nova, surgida pela dor e tristeza, mas repleta de alegria. A vida cristã, alimentada constantemente pela presença de Cristo entre nós, pela força de Seu Espírito, nos faz ver estes inúmeros momentos tristes e sofridos, que porventura passamos na vida, como momentos especiais para crescermos humana e espiritualmente, e assim, fazer surgir uma “nova” vida que brota do amadurecimento na fé e no caráter.

Com o auxílio do Divino Espírito, e conscientes da constante presença de Cristo, possamos viver como Paulo, fazendo o que nossa missão cristã nos pede sem temer as contrariedades deste mundo.

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