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sábado, 19 de maio de 2012

Sábado – At 18,23-28 Jo 16,23b-28

VI Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

Nosso Senhor sabe de nossas necessidades, reconhece que temos que pedir muitas coisas que fogem de nossas forças para consegui-las. Coisas que não são possíveis de obter por nossas forças, as obtemos com a graça de Deus, pois somente Ele pode ultrapassar algumas barreiras impostas pela limitação humana.
Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, Ele vo-lo dará (Jo 16,23b). Nossa fé em Cristo passa pelo ato de pedir, suplicar, somos conscientes de que recebemos gratuitamente muitas graças de Deus, seja através dos sacramentos e sacramentais, seja através da própria oração em comunidade. No entanto, para fins específicos, ou seja, na vida de cada indivíduo, a graça necessitada, às vezes, precisa ser solicitada a Deus em oração pessoal. Isto nos revela também a necessidade da oração individual, da oração mental que nos permite conversar com Deus e expôr a Ele nos anseios, dúvidas e necessidades. Jesus nos garante que se pedimos alguma coisa ao Pai no Nome Dele, receberemos. Jesus afirma isto supondo a fé daquele que pede. Não podemos nos enganar que basta pedir coisas naqueles momentos que a vida nos faz recordar de Deus, é preciso cultivar uma vida de fé verdadeira em Jesus Cristo, para que nossos eventuais pedidos através do Nome daquele em quem acredito sejam atendidos.
Pedi e recebereis (Jo 16,24). Esta não é uma possibilidade dada por Cristo, mas uma certeza. Evidentemente devemos levar em conta que a fé deve ser tamanha o suficiente para que se possa acreditar nesta promessa, e depois para que o próprio Deus perceba o quanto realmente acreditamos em sua intervenção. Mas esta promessa de Cristo e bondade do Pai é revelada por Deus como efeito do amor que os discípulos tiveram com Jesus e por terem acreditado que Ele realmente vinha do parte de Deus. 
As vésperas de celebrar a Ascensão do Senhor, ouvimos Cristo dizer: Eu sai do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai (Jo 16,28). É a afirmação constante de Cristo de sua unidade com o Pai e de sua volta a Ele, pois o amor que esta nos dois os faz voltar-se sempre um ao outro.
Logo após esta volta ao Pai, antecipada aos discípulos pelo próprio Cristo, virá aquele que revelará tudo da parte de Deus não mais em “figuras”, como diz Jesus, mas esclarecerá aos discípulos o que o próprio Jesus transmitiu e também revelará outras coisas a repeito de Deus e dos homens.

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