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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Quarta-feira – At 17,15.22-18,1 Jo 16,12-15

VI Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

Nesta liturgia, somos agraciados por este discurso riquíssimo de Paulo ao gregos de Atenas. É impossível não considerar cada parte deste discurso vendo como Paulo mostra neles toda a sua capacidade de apresentação de seu pensamento teológico a respeito de Deus, da criação e do homem.Paulo no areopago

Primeiramente é notório a desenvoltura do Apóstolo ao se encontrar no meio de pessoas que mantinham um desenvolvimento intelectual muito grande, pois é de Atenas o chamado “berço da filosofia” antiga, donde se reuniram os mais exímios filósofos: Sócrates, Platão, Aristóteles, Plotino, e muitos outros. Para os cristãos, Paulo demonstra que a fé pode e deve ser apresentada a todos, mesmo que se tenha que modificar a forma para sua apresentação, sempre preservando o conteúdo que nunca pode ser alterado, nem o seu sentido.

O que Paulo deseja apresentar aos gregos é o Evangelho, mas antes é necessário mostrar a estas mentes formadas pelos esquemas filosóficos que suas teorias se encaixam de certa maneira na realidade da história da salvação e no que Deus realmente é. Por isso, ao princípio o Apóstolo se lança a apresentar Deus como o originador de tudo, e que sustenta a existência de tudo aquilo que foi originado. Isto cativa a simpatia dos atenienses pois, de modo geral, as escolas filosóficas existentes aceitavam que tudo no universo viesse de um mesmo ponto, de um mesmo núcleo. Da mesma forma, alguns – como os platônicos – até admitiam a existência de um ser superior, fonte e origem da existência.

Paulo, querendo falar da encarnação do Verbo, diz aos gregos que este mesmo Ser Supremo, designou um homem para nos revelar a verdade sobre a natureza humana e sobre a realidade divina. Não desconsiderando as imperfeições humanas, o homem é capaz de conhecer a Deus, mesmo que para isso passe muitos anos caminhando e tropeçando, ou nas palavras de Paulo, às apalpadelas (At 17,27).

No entanto, esses homens, com toda o seu conhecimento humano, não são capazes de ouvir falar da ressurreição. De certa forma é compreensivo, pois a ressurreição é algo que não se aceita com a razão, nela não existe lugar para o “ressuscitar dos mortos”, é algo que foge a nossa mente racional. A ressurreição é aceita pela fé, algo que faltava a estes gregos a quem Paulo discursou.

Mesmo tendo o público zombado dele a ouvir falar em ressurreição, sua pregação não deixou de dar frutos: alguns, porém, uniram-se a ele e abraçaram a fé (At 17,33). Nunca podemos nos recolher ao desânimo quando anunciamos a Cristo em meio a uma multidão que parece não se importar com a mensagem anunciada, pois sempre haverá um coração que pode estar se abrindo para a fé.

A este discurso de Paulo no Areópago, vemos se realizar esta palavras de Cristo no evangelho: quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade (Jo 16,13). É em Paulo que o Espírito age trazendo a Verdade a todos os povos. Mas olhando para a atitude daqueles que ouvem o anúncio da Verdade e a menosprezam, percebemos o quanto alguns não se deixam iluminar por este Espírito, recusam o conhecimento da Verdade, preferem cultivar suas ideias baseadas em teorias formuladas por outros ou por si mesmos.

Jesus nos mostra que precisamos do Espírito que Ele enviará para compreender suas palavras, precisamos deste Espírito para se aproximar mais da Verdade e assim viver fora do erro e da mentira. Pois este Espírito não é outra coisa senão a própria sabedoria de Deus que cobrirá aquele que se deixa inspirar por Ele, mostrando com sinceridade de espírito que atende o desejo da alma que anseia pela Verdade.

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