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sexta-feira, 11 de maio de 2012

O “relançamento” do Sacramento da Penitência

Observando a crescente movimentação das comunidades em direção ao sacramento da confissão, veio-me a recordação do apelo do Beato João Paulo II em sua encíclica Misericordia Dei, solicitando um novo lançamento deste sacramento. Esta movimentação parece girar em torno de uma mais clara conscientização deste sacramento e de como é útil ao ser humano.confessionário 02 [menino confessando]

Sempre considerei o meio mais eficaz para se adquirir uma espiritualidade sólida, além do benefício que o próprio sacramento em si traz ao penitente. Ele não somente nos traz para junto de Deus, após a separação pelos pecados cometidos, como também nos vai formando em uma vida mais dócil ao Espírito Santo e, por isso, acaba criando um cultivo do espírito que faz a pessoa viver mais consciente da vida espiritual que exite nela, e que poucos conseguem torna-la visível. Este sacramento faz também com que se redescubra a beleza de Deus, fonte de uma vida mais divina e menos humana.

1. A cada confissão que se faz, o penitente é exigido, o sacramento lhe força para que lembre dos erros, e possa os delatar sinceramente. Esta obrigação do penitente, começa já antes da confissão, na oração que faz em preparação para se aproximar deste sacramento, e ali, fará seu exame de consciência.

2. Há no penitente, antes de ajoelhar-se para a confissão, um receio bem humano (que muitos encaram como vergonha) que o faz até este momento não saber como confessar. Mas ao receber as palavras de acolhida do sacerdote, acaba se sentindo mais “a vontade” e assim, fica-lhe visível que o que receava antes da confissão era apenas fruto da intranquilidade causada pelo próprio pecado. Isto sempre acaba acontecendo, mais em uns do que em outros, mesmo tendo já uma longa vivência cristã e tendo frequentado muitas vezes o confessionário.

3. Uma necessidade do próprio sacramento, e que influi diretamente na eficácia do mesmo, é o real e sincero arrependimento do penitente. Este arrependimento deve ser entendido claramente, pois não se trata de um simples pedido de desculpas a Nosso Senhor por algo que se fez. Arrepender-se é um ato que expressa dor pelo que foi realizado e expressão do firme propósito de não voltar a fazê-lo.

4. Uma expressão sincera e virtuosa da contrição do penitente pelos pecados cometidos é a satifasção. Esta é orientada pelo sacerdote através da penitência colocada como forma de satisfazer o pecado cometido. Cumprindo-a, o penitente revela-se a si mesmo, de intenção pura ao lutar contra o mal em desejo de viver somente no bem.

Este sacramento deve ser visto como remédio para muitos males da sociedade e da família. Nele, além de encontrarmos o perdão de Deus, temos o momento de recebermos alguma orientação sobre como melhorar na vida cristã e deste modo, viver mais humanamente na família e no meio da sociedade.

O que muitos buscam em revistas de auto-ajuda, filmes, palestras motivacionais ou mesmo através de músicas, podemos encontrar neste sacramento, que sem perder sua caracteristica fundamental de Sacramento da Igreja, nos recoloca onde gostaríamos de permanecer, mas que os tantos erros e equivocos não deixam.

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