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domingo, 1 de abril de 2012

João Paulo II, meu grande formador

Joao Paulo no confessionario
Neste dia lembramos da morte deste grande homem, deste grande santo!
João Paulo II, batizado sob o nome de Karol Wojtyla, natural da fria e católica Polônia, ainda hoje, após sete anos de sua morte, é marca inexprimível na formação espiritual de muitos católicos. Aqui, expresso mais meu testemunho que um artigo de honra a memória deste Servo de Deus.
Recordo vivamente o dia em que vi pela televisão o jornalista anunciando que seria dado uma declaração ao público, na praça de São Pedro. O papa já a dias estava muito mal, e todos esperavam seu trânsito à casa do Pai, pois não se conseguia ver melhora em seu estado clínico. E a notícia, de certa forma esperada, foi dada: João Paulo II, após ter recebido todos os sacramentos, deixou este mundo para se unir ao Pai, doador da vida. Assim como muitos, esperava que uma hora ou outra seria informada esta notícia, mas o impacto foi grande… o papa morreu! João Paulo II, morreu! Karol, a quem me ensinou muitas coisas, a quem devo minha formação humana e eclesial, deixou-nos! Chorei… tranquei-me em meu quarto e chorei! Senti-me verdadeiramente orfão.
Evangelização de confessionário
Neste dia, dois de abril, nos encontramos dentro da Semana Santa, e me recordo que o apelo a uma nova compreensão a respeito do Sacramento da Confissão era o que mais me inspirava em João Paulo II. Não que ele dissesse para “reinterpretarmos” ou “reinventarmos” este sacramento, mas inspirava para que o redescobríssemos, e que víssemos, primeiro nós, sacerdotes, o valor inestimável que o perdão sacramental possui e depois pudéssemos fazer uma verdadeira evangelização de confessionário. Ele, João Paulo II, ensinou-me a misericórdia de Deus, com suas palavras, mas principalmente com seus gestos.
Dois papas, duas etapas de formação
Hoje, reina no trono de Pedro, Bento XVI. É dispensável a apresentação deste Pontífice, mas o que a história e nela a misteriosa ação de Deus, reservou é que estes dois, João Paulo II e Bento XVI vivessem tanto tempo juntos, trabalhando e confideciando-se mutuamente. Dois papas, duas formações para mim! Num encontrei a misericórdia, o perdão e o amor de misterioso e infinito de Deus, além do amor pela humanidade. Noutro, deparei-me com a necessidade da formação intelectual e o necessário senso de defesa e promoção da fé e da Igreja, e nisto também a importância da promoção dos valores da familia e da religião na sociedade em que estou.
Joao Paulo II e Bento XVI
Por isso, estou ciente da grande graça que Deus me fez presenciar, ter estes dois papas para minha formação humana, espiritual e intelectual. Que seminário não será bem sucedido com tais formadores?!
Mesmo João Paulo II teve um grande inspirador, Paulo VI, a quem se encontrou pessoalmente e desta conversa deve ter surgido um renovado ardor em seu peito. Pessoas como o “João de Deus” vivem intensamente cada momento de suas vidas, e por isso são capazes de aprender algo novo a toda ocasião que vivem, ou a cada conversa com alguma pessoa diferente que encontram.
Joao Paulo II e Paulo VI
Hoje quero elevar uma grande ação de graças a Deus, que tão misteriosamente consegue nos dirigir ao caminho certo que devemos seguir e nos fornece o necessário para esta caminhada.
Salve João Paulo II, Bem-aventurado.
Salve Pedro, salve o Papa, salve Bento XVI.
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Nascimento: 18 de maio de 1920, em Wadowice, Polônia.
Morte: 02 de abril de 2005, na cidade do Vaticano.
Beatificação: 01 de maio de 2011, na Cidade do Vaticano, por Bento XVI.
Festa litúrgica: 22 de outubro
"Precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.(...)Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo(...)Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos".
João Paulo II

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