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sábado, 28 de abril de 2012

IV Domingo do Tempo Pascal

At 4,8-12 1Jo 3,1-2 Jo 10,11-18

Pe. Valderi da Silva

Estimados irmãos e irmãs.

Jesus declara ser o Bom Pastor, aquele que não hesita em dar a vida por suas ovelhas quando as vê sob a ameaça do lobo que sem piedade as pode devorar. Cristo é o pastor zeloso que cuida até a última ovelha, sem esquecer de nenhuma. Seu amor e zelo por elas é tanto que chama-as pelo nome, e conhece a cada uma. Esta imagem que Jesus usa é figura da nossa relação com Ele, relação da humanidade com o próprio Jesus, ou seja, Ele é quem veio ser o guia, orientador, cuidador da humanidade, ama a todos e cada um, sabe o nome de cada indivíduo e não pretende perder nenhum como disse: não perderei nenhum daqueles que o Pai me confiou. Seu amor pela humanidade ultrapassa a barreira de amor por si próprio, não hesita em sofrer na carne por defender e amar os seus amados. Nós somos os filhos de Deus, assim nos ensina São João: vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! (1Jo 3,1). Agora somos os filhos amados e zelados pelo Pai, assim como as ovelhas são cuidadas pelo Bom Pastor.Jesus bom pastor

Este amor de Jesus pelos seus é transmitido hoje a Igreja em seus pastores. Eles têm a incumbência de amar, zelar e dar a vida pelos filhos de Deus. Sua vocação, em realidade, é vocação ao cuidado, ao zelo dos filhos de Deus para que todos cheguem a morada eterna, nos campos da eternidade. Mas também este zelo e cuidado se refere a orientação e guia, para que andem todos no campo que o Senhor pisou, ou seja, para que todos possam seguir o caminho que Deus mesmo traçou para a humanidade para que alcance o destino que esta reservado a cada um. Os pastores da Igreja, a exemplo do Bom Pastor, amam, zelam, guiam e orientam para que todos os filhos de Deus passem pelo vale tenebroso do mundo a salvos das garras do mal.

Nos Atos do Apóstolos notamos que este cuidado com cada filho de Deus já era presente na Igreja nascente. Pedro em seu discurso nos mostra que os apóstolos imediatamente seguiram o mandato de Cristo e o faziam agindo conforme Seu exemplo, curando e pregando, mostrando todo zelo e amor por cada um que se aproximava deles. Eles certamente não deduziram por si próprios agir com este zelo e amor, isto é algo que surge juntamente com a vocação de imitar a Cristo Jesus. Da mesma forma os pastores da Igreja, de modo misterioso, sentem o mesmo ardor em seu ser por cada fiel, ama-os com amor de Bom Pastor, e dispensa todas as suas forças para que estes filhos de Deus que estão sob seus cuidados, vivam sempre nos campos tranquilos de Deus, livres do mal que os rodeia.

Existe ainda um diferença marcante entre aqueles que se empreender a cuidar das ovelhas. Jesus deixou esta diferença bem clara no evangelho. Existe o Bom Pastor, que dá a vida pelas ovelhas, mas também existe aquele pastor que na verdade é mercenário, e por isso, ao pressentir perigo não pensa nas ovelhas mas primeiro pensa em se salvar. Assim é o mercenário, alguém egoísta, que não ama os seus, mas quer somente estar com eles enquanto tiver calmaria e melhor ainda se puder ser beneficiado com isso. Existem muitos mercenários por este mundo, e eles podem disfarçar-se muito bem, com discursos elaborados, com aparência elegante, mas suas intenções não são de estar com os seus quando aparecer o perigo, mas seu amor próprio, que esta acima do amor pelos que cuida, os faz fugir e abandonar o rebanho aos predadores.

Por isso, Pedro declara que somente Jesus pode salvar os homens em complemento a imagem do Bom Pastor. Não podemos nos enganar quando alguém nos oferece muitos benefícios mas que não são provenientes do nome do Senhor. É Jesus quem têm o poder de realizar a salvação da humanidade, por isso não depositamos nossa fé em outros.

Jesus é o pastor de toda a humanidade, seu rebanho não se restringe a um grupo de pessoas mas a todo ser humano. Seu amor pela criatura humana vai além dos pecados, tenta sempre resgatar a todos, perdidos, confusos e descrentes. Como pastor da humanidade, sabe que chegará o dia em que haverá apenas um rebanho, todo reunido em torno de um só pastor.

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