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segunda-feira, 2 de abril de 2012

DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO: Jesus é sepultado

José pegou o corpo de Jesus, envolveu-o num lençol limpo e depositou-o no seu túmulo novo, que tinha mandado escavar na rocha. Depois, rolou uma grande pedra para a porta do túmulo e retirou-se. Entretanto, estavam ali Maria de Magdala e a outra Maria, sentadas em frente do sepulcro.

(Do evangelho segundo São Mateus 27, 59-61)

V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.

Cristo é sepultado e neste momento a criação fica de luto pelo momentâneo silêncio do Criador. Mas o sepulcro não prende Jesus, assim como a morte não o segura em definitivo. Na manhã de domingo, algumas mulheres vão piedosamente terminar os trabalhos fúnebres que antes não puderam concluir, chegam no local do túmulo, escavado em uma rocha, e se enchem de espanto, pois encontram o túmulo vázio.

Jesus é aqule que restaurará todas as coisas pela Sua morte e Ressureição, por isso a necessidade da passagem pelo túmulo, pois necessitava resgatar igualmente aqueles que nos precederam e que já estão fora deste mundo, desde Adão e Eva. Estes aguardavam ansiosamente este momento, em que o Filho de Deus os iria visitar e leva-los a casa definitiva. Esta realidade do Hades (Xeol) é um “lugar teológico”, um estado de espera que todos aqueles que antes da morte de Cristo tendo morrido se encontravam aguardando o julgamento sobre suas vidas para permancer ou não junto de Deus na eternidade.

Diz o evangelista que José de Arimatéia pegou o corpo de Cristo e o envolveu em um manto, um lençol. Este lençol que hoje pode ser venerado e que o conhecemos como Santo Sudário ou Sudário de Turim, é um acrescimo sobre o que já cremos de Cristo e sua morte, em verdade, não modifica a fé acreditar em sua veracidade ou não, mas com certeza a aumenta e dá mais ânimo ao ver sinal palpável do sofrimento que Jesus passou por nós em Sua paixão e morte.

Através deste sinal e do relato de seu depósito no sepulcro, pensamos da fragilidade de nosso corpo, e da realidade inevitável de putrefação daquele que por vezes é tão exageradamente valorizado. Na putrefação das ideologias e modismos do mundo nossa fé deve ser “bálsamo” que tenta suavizar este estado pútredo que o pecado causa, e animar a todos para o encontro com a Verdade.

Senhor Jesus Cristo, na sepultura fizestes vossa a morte do grão de trigo, tornastes-Vos o grão de trigo morto que produz fruto ao longo de todos os tempos até à eternidade.

Do sepulcro brilha em cada tempo a promessa do grão de trigo, do qual provém o verdadeiro maná, o pão de vida em que Vós mesmo Vos ofereceis a nós. A Palavra eterna, através da encarnação e da morte, tornou-Se a Palavra próxima: Colocais-Vos nas nossas mãos e nos nossos corações para que a vossa Palavra cresça em nós e produza fruto.

Dais-Vos a Vós próprio através da morte do grão de trigo, para que nós tenhamos a coragem de perder a nossa vida para encontrá-la; para que também nós nos fiemos da promessa do grão de trigo. Ajudai-nos a amar cada vez mais o vosso mistério eucarístico e a venerá-lo – a viver verdadeiramente de Vós, Pão do Céu.

Ajudai-nos a tornarmo-nos o vosso «odor», a tornar palpáveis os vestígios da vossa vida neste mundo. Do mesmo modo que o grão de trigo se eleva da terra como caule e espiga, assim também Vós não podeis ficar no sepulcro: o sepulcro está vazio porque Ele – o Pai – não Vos «abandonou na habitação dos mortos nem permitiu que a vossa carne conhecesse a decomposição» (cf. Act 2, 31; Sal 16, 10 LXX).

Não, Vós não experimentastes a corrupção. Ressuscitastes e destes espaço à carne transformada no coração de Deus. Fazei com que possamos alegrar-nos com esta esperança e possamos levá-la jubilosamente pelo mundo; fazei que nos tornemos testemunhas da vossa ressurreição.

(Via Sacra. Meditações e Orações pelo Cardeal Joseph Ratzinger, 2005)

V. Dominus vobiscum.
R. Et cum spiritu tuo.

V. Sit nomen Domini benedictum.
R. Ex hoc nunc et usque in sæculum.

V. Adiutorium nostrum in nomine Domini.
R. Qui fecit cælum et terram.

V. Benedicat vos omnipotens Deus,
Pater a et Filius + et Spiritus a Sanctus.

R. Amen.

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