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sábado, 31 de março de 2012

Sábado – Ez 37,21-28 Jo 11,45-56

V Semana da Quaresma

Pe. Valderi

Deus se compromete a firmar uma nova aliança, que unirá Seu povo para sempre, onde divisões serão superadas, onde não se deixará mais que o mal cause rixas ou desconfortos entre os irmãos.

Esta nova aliança será realizada através de Seu Filho, que sentará no trono de Davi, servo de Deus. De fato, a prefiguração da encarnação, paixão e ressurreição de Cristo é a tônica de grande parte do Antigo Testamento, pois, realiza-se neste, uma grande preparação para esta Aliança definitiva de Deus com seu povo, onde Ele libertará seus filhos dos seus pecados (cf. Ez 37,23).

Este lugar escolhido por Deus para habitar Seu povo, reunido pela Nova Aliança, é a Jerusalém celeste, Reino dos Céus, onde somente um pastor é quem preside, zela e orienta o rebanho, sem possibilidade de influencia de lobos que podem desviar alguém deste campo celeste.

O que ouvimos no Antigo Testamento que nos permite ver a imagem do que conhecemos no Novo Testamento, é fruto do plano divino de Deus para resgatar toda a humanidade, para reunir os filhos de Deus dispersos (Jo 11,52). Agora lemos estas profecias com os olhos atentos em Cristo, pois Nele esta a realização perfeita destas palavras que os profetas disseram da parte de Deus.

Mesmo aqueles que pensavam estar apenas curando um mal da sociedade, ao perseguir, prender e matar a Jesus, estavam contribuindo para este plano divino. Cada atitude, neste momento, iria de encontro com a Vontade de Deus para que o Cristo pudesse se oferecer integralmente pela salvação do mundo. E isto percebemos na atitude de Caifás, sumo sacerdote em exercício aquele ano. Para ele certamente, o sacrifício de um “agitador” era melhor do que ver o povo ser reprimido por aqueles que dominavam os territórios judeus de então, os romanos, que não toleravam agitações e manifestações que descontentassem sua autoridade. Em realidade, diz o evangelho, que ele profetizou que Jesus iria morrer pela nação (Jo 11,51b), mas não se trava simplesmente de matar um homem pela tranquilidade e paz do povo junto aos romanos, o que Caifás não via era que naquele homem, escolhido para apaziguar a relação entre dominador e dominados, estava o cumprimento de todas as escrituras do Antigo Testamento a respeito da Salvação do povo.

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