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segunda-feira, 26 de março de 2012

Segunda-feira – Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62 Jo 8,1-11

V Semana da Quaresma
Valderi
A incrível história desta jovem Susana, casada com Joaquim, é a história de tantos inocentes encurralados pelas ardilosas armadilhas do mal. Quantos não se vêm como Susana, cercados entre a difamação na sociedade ou na comunidade e a perda da graça de Deus ao se entregar ao desejo do pecado.
Susana acediada pelos juizes de juda Esta história é nos apresentada nos livro de Daniel para que vejamos o valor de vencer a própria tendencia de preservação da própria vida terrena – ou simplesmente da imagem entre os outros – em contra de perder a graça de Deus. Ou seja, ficar bem no meio da sociedade e da comunidade mas não se importar de ficar agir mal aos olhos de Deus. O que esta questão aqui é o que é prioridade para mim, a minha própria vida terrena, ou a vida eterna?! Sempre poderemos nos encontrar com uma situação que nos coloque esta questão, e assim como os mártires não temeram em colocar a vida eterna em primeiro lugar, nós também sempre devemos optar por valorizar mais minha “imagem” diante de Deus, valorizar mais a vida eterna que me espera.
Nesta leitura ainda vemos a ação de Daniel, jovem inspirado por Deus para fazer justiça para Susana. Deus atende um coração humilde e temente a Ele que se encontra a perigo de morte por uma injustiça humana. Nunca podemos duvidar de que Deus vê nossas atitudes e sabe o que se passa com um, por isso cada situação injusta pode receber a intervenção de Deus conforme o pedido humilde de quem passa por esta situação. Susana acediada pelos juizes de juda 4
Também hoje Deus suscita vozes que lutam contra as injustiças humanas que trabalham somente para tirar a vida em favor de suas paixões e vaidades. É assim o caso do aborto, que muitos tendem a inculcar na sociedade como algo “natural” de “direito” em vista do bem estar da mulher e também da vontade humana.
Interessante como a humanidade não consegue mudar em alguns aspectos. O julgamento malicioso, ou por pura vaidade sempre parece estar presente neste mundo, entre os homens e mulheres. Neste evangelho de João encontramos outro julgamento que aparentemente têm causa grave, ao contrário daquele da leitura de Daniel, da liturgia de hoje. No entanto, a justiça exercida por Deus desbanca a justiça viciada e envenenada do ser humano. Cristo é impelido por seus adversários a condenar ou não a mulher, mas Cristo veio para mostrar como se exerce a verdadeira justiça que antes de causas e efeitos esta baseada no amor e na misericórdia. Por isso lança a questão para a própria consciência daqueles que desejam a condenar: quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra (v.7).
Sem aceitar o pecado Cristo não deixa o pecador morrer, ou seja, não condena à morte o pecador, mas dá-lhe chance para viver na graça onde encontrará verdadeira vida, pode ir, e de agora em diante não peques mais (v.11).
Nossa missão é também de exercer esta justiça no mundo, justiça onde o valor principal é o amor que se exerce com prudência e misericórdia.







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