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sábado, 24 de março de 2012

Sábado – Jr 11,18-20 Jo 7,40-53

IV Semana da Quaresma

Pe. Valderi

O trágico sentimento ao saber da sorte que espera o justo é angustiante. No profeta este sentimento esta a nível do sentimento de Cristo ao sentir antecipadamente as dores do Seu calvário.

Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício (v.19), assim age aquele que mesmo injustamente é perseguido e procurado para a morte, que tem a confiança em Deus e sabe da eterna recompensa que aguarda aquele que não reluta ao martírio, mas oferece a vida em amor a Deus e aos homens. O inimigo procura a morte do justo, não porque a ele contenta matar, mas porque o justo lhe incomoda, lhe acusa diante da Lei de Deus e também diante da humanidade com os homens. Este inimigo que persegue e mata, não consegue julgar, apenas tenta levar a termo de seu interesse o sacrifício daquele que se tornou pedra em seu caminho.

Neste mundo atual assistimos muitos interessados em perseguir e calar a voz de quem os incomoda, que não os deixa agir conforme seus interesses. Eles maquinam e esforçam-se em intrigas e articulações maquiavélicas a fim de aos poucos levar aquele ou aqueles que os incomodam ao sacrifício, ou seja, a calarem-se para sempre, eliminando assim a pedra que atrapalha seu caminho de interesse.

No evangelho de hoje escutamos algo parecido. Fariseus e chefes do templo maquinavam e procuravam prender Jesus a fim de o calarem, pois havia se tornado pedra de incomodo para eles, visto que os acusava mostrando a realidade de suas ações.

Mas Cristo não é preso na hora que eles querem, não se sujeita a vontade humana nem para ser levado ao sacrifício como faz parte de Sua missão. É sempre Ele quem dita o momento certo, e por isso não o prendem como desejam os fariseu e os chefes. Chegará a Hora de Cristo, a Hora da Glorificação onde a Nova Aliança com Deus será selada para sempre.

Um outro fato importante de se notar é a soberba dos fariseus e chefes do templo ao afirmarem com convicção que sabem perfeitamente donde deve vir o Messias, ou seja, afirmam saber os planos de Deus, e presunçosamente rogam a si o conhecimento da mente divina, tudo por conta de haverem estudado as escrituras. Mas Deus age livremente, e faz nascer onde ninguém espera um nascimento, assim como faz surgir vida da morte. Isto é importante que notemos, pois alguns neste mundo julgam também serem conhecedores dos planos divinos, outorgando a si poderes de prever futuro, ler mentes, etc. A estes com caridade devemos dar-lhes a menor atenção possível, visto que sabemos que em nada contribuem para a edificação humana e espiritual.

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