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quarta-feira, 7 de março de 2012

Quinta-feira – Jr 17,5-10 Lc 16,19-31

II Semana da Quaresma

Pe. Valderi

Nas palavras de Jeremias ressoa a sabedoria de Deus. Aquele que deposita sua força na carne, ou seja, em si mesmo confiando exclusivamente naquela força que imagina possuir e ser o suficiente para ser feliz e realizado na vida é enganado por si, pois esta atitude vai se demonstrar, cedo ou tarde, insuficiente para viver bem neste mundo para enfim gozar da vida eterna, objetivo final de todos. Além do mais, agir com esta postura autossuficiente e desdenhando do auxílio divino necessário ao ser humano, o homem e a mulher se encontram plenos de vaidade, trabalhando a favor de sua derrocada, pois quem pode exibir atitudes baseadas em pecados como meios eficientes para o sucesso de sua vida?

Rico e Lazaro O coração do homem e da mulher vão se afastando de Deus a medida que se deixar comportar deste modo, excluindo a necessidade de Deus em suas vidas e confiando apenas em suas forças. É como caminhar sozinho em uma noite escura onde não se conhece o trajeto, não se sabe dos obstáculos, a toda hora podemos estar diante de um enorme buraco.

Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor. Em nossa vida diária seria muito bom transformarmos isto numa petição a Deus: “Senhor, confio e espero em vós, dai-me superar minha vaidade intelectual e humana, para que em tudo espere e confie somente no Seu Amor”.

Todo nosso empenho de confiança e fé em Deus nos move a agir conforme sua vontade e isto não fica sem a adequeda recompensa, esta que devemos mirar. E o Senhor mesmo promete ao povo dizendo que os recompensará conforme o proceder e os frutos de suas obras. Unido a isto escutamos o evangelho que nos traz a parábola do Rico e de Lázaro. Um farto de bens e feliz com o mundo material que dispunha, outro com as carências que a miséria lhe impõe. Após a morte dois destinos distintos: Lázaro vai para junto de Abraão, na felicidade eterna enquanto o Rico, já sem seus bens terrenos, cai nas chamas de tormento. Acredito que podemos olhar duas coisas importantes desta parábola: o engano mortal de quem acredita mais nas riquezas, e a atenção que todos devem ter a Palavra de Deus que já foi anunciada.

É muito fácil e realmente mais tentador, se deixar levar pelas aparentes necessidades materiais, coisas da moda ou de utilidades que na verdade são mais enfeite do que realmente itens de extrema necessidade para a vida diária. Pois estas pequenas ou grandes coisas, nos exigem uma parcela de amor, de doação, de exclusividade, tirando o que poderíamos – e deveríamos – dar a Deus e aos irmãos. É por isto que para o rico vai ser sempre mais difícil o caminho do Céus, porque seu dinheiro lhe proporciona ter muitas coisas e ele fica todos os dias sendo tentado a dividir seu coração entre muitas coisas e Deus.

Outra coisa importante é a advertência que abraão faz ao Rico dizendo que aos homens já foi dado conhecer o necessário para a salvação por meio dos profetas e hoje a nós por meio de Cristo, o Filho de Deus. Por isso, caros irmãos, não desviemos nossos ouvidos das palavras da Sagrada Escritura, mesmo que as vezes elas nos pareçam obscuras, enfadonhas, duras ou repetitivas em demasia. Nunca esqueçamos que nada de mais nem de menos foi anunciado por Deus e inspirado pelo Espírito Santo para ser transmitido ao longo dos séculos a cada homem e mulher. Não necessitamos de que “espíritos” ou “ressuscitados” se manifestem para conhecermos nossa atitude perante o mundo e as pessoas para estar com Abraão na glória de Deus.

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