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quinta-feira, 1 de março de 2012

Quinta-feira - Est 4,17n.p-r.aa-bb.gg Mt 7,7-12


I Semana da Quaresma
Pe. Valderi
Estimados irmãos, já tratamos várias vezes sobre a bondade e o amor de Deus, mas nunca será o suficiente que nos recordemos o extremo derramamento de amor que Deus faz recair sobre o ser humano.
Neste evangelho reitera-se a importância da oração, e de como ela é vital em nossa vida, pois através dela mantemos contato com Deus e assim Ele pode nos atender. As vezes precisamos ser insistentes, visto que a oração breve e feita apenas uma vez pode refletir a nossa falta de confiança na atuação divina. Por isso, rezar incansavelmente é atitude que para nós traz grande proveito, pois sabemos que Deus não é surdo a nossos pedidos, mas nós podemos estar inseguros se Ele pode nos atender. Pedi e recebereis...(v.7) nesta promessa muita gente acredita que Deus se compromete em atender a todas as preces feitas a Ele. No entanto, caríssimos, as vezes nós não sabemos o que estamos pedindo, ou seja, quando suplicamos a Deus algo que acredito ser muito importante para mim e não recebemos devemos sempre pensar se isto realmente era necessário ou conveniente para mim, ou  também se era realmente bom que acontecesse tal coisa como eu pedi a Deus em oração.
Deste evangelho também aprendemos que Cristo nos mostra o Deus extremamente bondoso, incapaz de entregar ao homem alguma cilada, ou coisa perigosa para sua vida. Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pedi um pão? Ou uma cobra quando lhe pedi um peixe? (v.10). Assim, em grau maior ainda age Deus. Tudo o que Deus dá é bom, nada é para a dor e o sofrimento do ser humano. Este convite a oração constante nos leva a uma convivência com Deus, pouco a pouco, mediante esta oração constante e persistente, ficaremos tão íntimos de Deus que Ele terá uma verdadeira convivência comigo e assim vou me transformando em reflexo de sua vontade, ou seja, acabo fazendo sua vontade como algo natural em minha vida, tudo graças a esta intimidade e convivência que a oração me fez ter com Deus.
A rainha Ester da primeira leitura precisava de uma força muito grande para convencer o Rei, seu esposo, a não matar seu povo. Por isso, suplicou intensamente a Deus com orações e jejum, fazendo penitência sacrifício. Algo inspirador para este período quaresmal, onde precisamos de força para nossa conversão através do arrependimento dos pecados. Ela precisava convencer o Rei, mas antes de se lançar nesta tarefa árdua e difícil, se prepara através da oração, mostrando a nós que nunca devemos substituir a oração por outras coisas que possam parecer mais produtivas. A oração é poderosa, e Ester provou isso. Também Cristo já nos falou sobre isso neste evangelho de hoje: todo aquele que pede, recebe (v.8).
“Senhor nosso Deus, tenha paciência conosco, para que possamos nos acostumar a orar sem cessar, procurando nos aproximar dia a dia de Vosso coração. Dai-nos a felicidade de um dia cumprir Vossa vontade como algo inerente a nosso cotidiano. Que sejamos Vossos amigos mais íntimos, a quem conversas a vontade, como nas famílias. Que nossa oração seja motor para arrancada de nossa fé. Assim seja.”

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