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domingo, 11 de março de 2012

QUINTA ESTAÇÃO: Simão ajuda Jesus a carregar a Cruz

Jesus está atenuado. Seus passos tornam-se mais e mais trôpegos, e a soldadesca tem pressa em acabar. De modo que, quando saem da cidade pela porta Judiciária, requisitam um homem que vinha de uma granja, chamado Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, e o forçam a levar a cruz de Jesus (cf. Mc 15,21).

(Josemaría Escrivá. Via Sacra. Ed. Quadrante, 2000. São Paulo, pg. 29)

V/. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.

Nosso Senhor, revestido da natureza humana sente o peso da cruz, algo natural a alguém que além de ter que carregar tamanho peso ainda o faz depois de muitos açoites e maltratos. Os saldados responsáveis pelo encaminhamento de Cristo até o lugar da execução da sentença estão, certamente, apressados, e observam que Cristo não consegue ir a passos largos.

Pobre Simão! Pobre? Talvez poderiamos dizer, feliz Simão!

Em meio a multidão que cercava a passagem daqueles que iriam para a morte, ele é convocado para auxiliar no carregamento da cruz. Reluta, como seria de se esperar, mas os saldados devem ter o intimado com mais pressão. Deixou os filhos, colocou-se ao lado de Cristo… lado a lado com seu Salvador. Talvez deve ter olhado nos olhos de Cristo, e percebido que algo naquele homem era diferente. Não era um condenado comum e que esta morte talvez fosse injusta e cruel demais. Simão, que oportunidade tivestes, o que daríamos nós, hoje, para estar em seu lugar, ajudando o Filho de Deus a carregar Sua cruz!

Do encontro involuntário, brotou a fé. Acompanhando Jesus e compartilhando o peso da cruz, o Cireneu compreendeu que era uma graça poder caminhar juntamente com este Crucificado e assisti-Lo. O mistério de Jesus que sofre calado tocou-lhe o coração. Jesus, cujo amor divino era o único que podia, e pode, redimir a humanidade inteira, quer que compartilhemos a sua cruz para completar o que ainda falta aos seus sofrimentos (Col 1, 24).

Sempre que, bondosamente, vamos ao encontro de alguém que sofre, alguém que é perseguido e inerme, partilhando o seu sofrimento ajudamos a levar a própria cruz de Jesus. E assim obtemos salvação, e nós mesmos podemos contribuir para a salvação do mundo.

(Via Sacra. Orações e meditações pelo Cardeal Joseph Ratzinger, 2005)

Apresentei-me aos que não perguntavam por mim, acharam-me os que não me procuravam (Is 65,1).

Às vezes, a cruz aparece sem a procurarmos: é Cristo que pergunta por nós. E se por acaso, perante essa Cruz inesperada, e talvez por isso mais escura, o coração manifesta repugnância…, não lhe dês consolos. E, cheio de uma nobre compaixão, quando os pedir, segreda-lhe devagar, como em confidência: “Coração: coração na Cruz, coração na Cruz!”

(Josemaría Escrivá. Via Sacra. Ed. Quadrante, 2000. São Paulo, pg. 29-30)

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