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sábado, 10 de março de 2012

QUARTA ESTAÇÃO: Jesus encontra sua mãe

Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: "Ele foi estabelecido para a queda e o ressurgir de muitos em Israel, e para ser sinal de contradição; e uma espada Te há-de traspassar a alma. Assim se deverão revelar os intentos de muitos corações" (...) Sua mãe guardava no coração todas estas recordações.

(Do evangelho segundo São Lucas 2, 34-35.51)

V/. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.

Na Via-Sacra de Jesus, aparece também Maria, sua Mãe. Durante a sua vida pública, teve de ficar de lado para dar lugar ao nascimento da nova família de Jesus, a família dos seus discípulos. Teve também de ouvir estas palavras: «Quem é a minha Mãe e quem são os meus irmãos? (…) Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe» (Mt 12, 48.50). Pode-se agora constatar que Ela é a Mãe de Jesus não só no corpo, mas também no coração. Ainda antes de O ter concebido no corpo, pela sua obediência concebera-O no coração. Fora-Lhe dito: «Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho (…) Será grande (…) O Senhor Deus dar-Lhe-á o trono de seu pai David» (Lc 1, 31-32). Mas algum tempo depois ouvira da boca do velho Simeão uma palavra diferente: «Uma espada Te há-de trespassar a alma» (Lc 2, 35). Deste modo ter-Se-á lembrado de certas palavras pronunciadas pelos profetas, tais como: «Foi maltratado e resignou-se, não abriu a boca, como cordeiro levado ao matadouro» (Is53, 7). Agora tudo isto se torna realidade. No coração, tinha sempre conservado as palavras que o anjo Lhe dissera quando tudo começou: «Não tenhas receio, Maria» (Lc 1, 30). Os discípulos fugiram; Ela não foge. Ela está ali, com a coragem de mãe, com a fidelidade de mãe, com a bondade de mãe, e com a sua fé, que resiste na escuridão: «Feliz daquela que acreditou» (Lc 1, 45). «Mas, quando o Filho do Homem voltar, encontrará fé sobre a terra?» (Lc 18, 8). Sim, agora Ele sabe-o: encontrará fé. E esta é, naquela hora, a sua grande consolação

Neste encontro de corações cheios de amor, não nos contemos. É a mãe de Deus, do inocente que ali esta diante do filho, do seu filhinho, de pé mas na verdade arrastada ao chão pela dor ao ver aquele que concebeu e deu a luz tão maltratado e condenado a morrer de modo tão injusto. Maria sente a dor do Filho na carne, mas também sente a dor da incompreensão dos que a rodeiam. Realmente, quem pode dizer que sabe a dor que Maria sentiu? A dor da mãe pelo filho é grande, mas a de Maria deve ter sido maior, uma dor mortal, não é por nada que a chamamos Mãe das Dores.

Uma capacidade característica das mães é a de guardar as lembranças do filho e de tudo o que acontece com ele. Com Maria não era diferente, e desde cedo as recordações foram de alegria e dor. Logo do nascimento Simeão profetiza que uma espada de dor traspassará sua alma, a partir dali Maria percebe que seu filho será motivo de muita divisão entre os homens e muita angustia em seu coração.

Faz o seguinte: te transporta ali, para a cena deste encontro derradeiro, tenta fixar-te num ângulo em que veja em tua frente Jesus, carregando sua cruz as costas ea sua frente, meia de joelhos, Sua mãe que olha não querendo ver. Consegues sentir o amor nos olhos dos dois?… consegues sentir as lágrimas de Maria? … Tenta, fecha os olhos e contempla esta imagem, contemplada com o coração ela te faz chorar de compaixão.

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