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sexta-feira, 16 de março de 2012

OITAVA ESTAÇÃO: Jesus encontra as mulheres que choram por Ele

Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: "Mulheres de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos. Pois dias virão em que se dirá: "Felizes as estéreis, as entranhas que não tiveram filhos e os peitos que não amamentaram". Nessa altura, começarão a dizer aos montes: "Caí sobre nós", e às colinas: "Encobri-nos". Porque se fazem assim no madeiro verde, que será no madeiro seco?"

(Do evangelho segundo São Lucas 23, 28-31)

V/. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.

Entre a multidão que contempla a passagem do Senhor, há algumas mulheres que não podem conter a sua compaixão e prorrompem em lágrimas, recordando talvez aquelas jornadas gloriosas de Jesus Cristo, quando todos exclamavam maravilhados: Bene omnia fecit (Mc 7,37), fez tudo bem feito.

(Josemaría Escrivá. Via Sacra. Ed. Quadrante, 2000. São Paulo, pg. 41)

É possível que algumas recordem também dos momentos em que, sentadas no campo, ouviam o mestre falar, ouviam as parábolas e nelas compreendiam um pouco mais de sua mensagem. Estes momentos de vida que sentiam ao estarem próximas de Jesus agora estão acabando, pois Ele esta indo para sua morte. Choram ao vê-Lo ali, arrastando aquela cruz, simbolo de sua condenação. Talvez até alguém recorde que Ele menciora alguma coisa a respeito de sofrer e padecer pelo bem dos homens. Mas mesmo assim, as lágrimas correm, correm pois já sentem a ausência Daquele que lhes trazia a vida em suas palavras.

Mas o Senhor quer dirigir esse pranto para um motivo mais sobrenatural, e as convida a chorar pelos pecados, que são a causa da Paixão e que hão de atrair o rigor da justiça divina.

Os teus pecados, os meus, os de todos os homens, põem-se em pé. Todo o mal que fizemos e o bem que deixamos de fazer. O panorama desolador dos delitos e infâmias sem conta, que teríamos cometido se Ele, Jesus, não nos tivesse confortado com a luz do seu olhar amabilíssimo.

(Josemaría Escrivá. Idem.)

Importa que lamentemos e choremos nossos pecados. Isto também faz parte de nossa contrição pelos erros cometidos. Chorar sempre é algo que lava a alma, renova o interior pois deixa a sensação de esvaziamento possibilitando seu preenchimento com o amor de Deus no lugar que talvez somente era ocupado pelo pecado.

Choremos por nossos pecados e também pelos pecados do mundo inteiro. Eles são o motivo de Cristo ainda carregar Sua cruz pelo mundo. Cruz que vemos no sofrimento de muitos irmãos que estão a margem da vida, relegados ao extermínio natural motivado pelo ignorância de sua existência. Nunca deixemos de pedir a Deus a graça da sensibildiade para chorar  nossos pecados que as vezes são tantos.

Que pouco é uma vida para reparar tudo isso!

(Josemaría Escrivá. Ibidem.)

Mas também estas palavras Crsito nos querem dizer mais alguma coisa.

Não se trata porventura de uma advertência contra uma piedade puramente sentimental, que não se torna conversão e fé vivida? De nada serve lamentar, por palavras e sentimentalmente, os sofrimentos deste mundo, se a nossa vida continua sempre igual. Por isso, o Senhor nos adverte do perigo em que nós próprios nos encontramos.

(Via Sacra. Meditações e Orações pelo Cardeal Joseph Ratzinger, 2005)

Podemos chorar nossos pecados, mas não devemos ficar no pranto somente. Ele é apenas momento e assim deve ser. Nossa atitude frente ao pecado deve ser real e prática deixando de lado o sentimentalismo que facilmente pode me levar ao comodismo ou ao conformismo transformando o mal do pecado em coisa natural e sem solução em minha vida, me deixando amorfo ao mal.

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