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terça-feira, 20 de março de 2012

Objetos de Devoção

A Devoção

O dicionário da Língua Portuquesa define “devoção” como piedade, sentimento religioso; dedicação ao culto de Deus e dos santos.

A devoção esta no início e no fim da piedade cristã, ela fomenta a piedade fazendo com que no exercício da devoção a piedade aumente, isto a cada momento de prática devocional. Também ela aparece como consequência da piedade, pois uma pessoa piedosa age mais naturalmente com devoção, transformando cada aproximação de uma igreja ou de algum objeto religioso momento para um ato devocional. É o sentimento religioso que floresce na alma do cristão, isto acontece pela piedade ou devoção.

Na realidade, a prática devocional sempre terá um sujeito e um objeto ao qual se dirige um objetivo. Exemplo: o cristão é o sujeito da oração do Terço e seu objetivo, de regra, é a intercessão e louvor a Maria Santíssima. Mais: em uma oração em frente de uma estampa do Rosto de Cristo o objetivo, de regra, é o auxílio divino, mas este objetivo pode ter variantes, é o que chamamos de intenção que geralmente é feita antes de iniciar alguma prática devocional.

Poderíamos falar sobre dois assuntos a respeito da devoção, “a prática de devoção” e “objetos de devoção”. Neste artigo quero me deter nos objetos de devoção, para num outro falar sobre a prática de devoção.

Objetos de devoção

Quando falamos de objetos de devoção estamos entrando num campo não muito exato, ou seja, os objetos de devoção podem ser muitos, além dos que conhecemos em nossa realidade. Mas existem aqueles que são de uso quase universal entre os fiéis da Igreja. A estes vamos nos deter aqui acreditando também que neles esta o mais enraizado sentimento de piedade do cristão de hoje.

Podemos listar estes objetos de devoção da seguinte forma: os destionados a Deus, a Virgem Maria e aos Santos.

Dirigidos a Deus:

  • Os Crucifixos (com ou sem o crucificado);
  • Medalhas do Sagrado Coração de Jesus, da Face de Cristo, com imagem aludindo ao Espírito Santo, e outras que pretendem estampar algum sinal de Deus;
  • Quadros com a imagem de Cristo, Espírito Santo, cena bíblica como a Santa Ceia ou alguma parábola dos evangelhos;
  • Junto aos quadros temos as estampas;
  • Imagens de gesso ou outro material que trazem a figura de Cristo ou da Santíssima Trindade.

Dirigidos a Virgem Maria:

  • O Rosário;
  • Medalhas dos diversos títulos que se têm da Virgem Maria;
  • Quadros e estampas;
  • Imagens de gesso ou outro material.

Dirido aos Santos:

  • Medalhas com a imagem ou nome do santo;
  • Quadros e estampas com imagem do santo ou cenas de sua vida;
  • Imagens de gesso ou outro material.

E a Bíblia?

Se poderia perguntar porque não citei a Bíblia como objeto de devoção, já que seria algo sagrado a qual se devota cuidado assim como as imagens ou outros objetos citados acima. Em realidade, a Bíblia não se enquadra necessariamente neste pensamento de objeto de devoção que aqui apresento por se tratar da Palavra de Deus, algo que tem maior apelo à liturgia e à oração meditada, por isso não se iguala propriamente aos objetos de devoção enquanto a eles nos dirigimos para pedir intercessão ou para orar diretamente a Deus. Assim, diante de uma cruz oramos a Jesus, conversamos com Ele. Diante de uma Bíblia tentamos ouvir Sua palavra ao ler os textos da Sagrada Escritura.

Dulia, hiperdulia e latria

Para deixar mais distintos os tipos de devoção é necessário deixar claro uma necessária separação. Existem dois tipos de veneração e apenas um tipo de adoração.

Venração aos santos que chamamos de dulia e venração a Virgem especial à Virgem Maria que chamamos de hiperdulia.

Adoração somente a Santíssima Trindade, isto é, ao Pai, ao Filho (Jesus Cristo) e ao Espírito Santo, que chamamos de latria.

O cuidado com os objetos de devoção

Os objetos de devoção devem ser utilizados com atenção, pois deve-se cuidar com o respeito a eles após abençoados por um sacerdote, nunca deixando-os “jogados” em qualquer canto da casa, capela ou oratório revelando, deste modo, falta de zelo e piedade com as coisas sagradas.

Objetos de devoção como correntinhas, escapulários ou estampas e quadros que se partem, quebram, rasgam, ou sofrem algum acidente que os deixa desfigurados ou sem a beleza que também faz parte da experiência religiosa, podem ser descartados com o máximo de respeito, colocando-os no fogo ou enterrando-os, mas NUNCA jogando-os no lixo ou depositando-os em lugares esquecidos.

Imagens de gesso ou confeccionadas com algum outro material como madeira ou resina, quando se encontram quabradas, ou com sua pintura desbotada, cuide-se em primeiro lugar se não é possível restaurá-las, para isso às vezes, basta que alguém com certa habilidade em pintura se dedique a isto, mas não havendo ninguém, sempre se consegue informação sobre lugares especializados nestes serviços de restauração. O mesmo vale para os crucifixos (de tamanho médio para grande). O crucifixos pequenos, como os que se usa em correntes em caso de estrago deve-se agir como para correntinhas, escapulários e estampas.

Para fomentar a espiritualidade

Todos estes objetos de devoção citados aqui, e os muitos outros que chegam ao nosso conhecimento tem sempre o mesmo propósito principal, nos tornar mais fácil o contato com Deus. É através de uma imagem, ou de uma estampa de Cristo ou de algum santo que consigo mais facilmente me dirigir a Deus, diretamente ou pedindo a intercessão de um santo ou da Virgem Maria. Eles são meios para um um fim, são instrumentos para que eu alcance o que busco no interior do coração, o contato com o divino, que Ele me ouça e que eu sinta Seu amor e Sua graça.

Este uso de objetos de devoção fazem crescer a espiritualidade. Este é um os motivos por que a Igreja não condena seu uso, pelo contrário até incentiva, pois vê neles meio para um fomento do sentido espiritual do povo de Deus, sabendo que somente com o espírito cada vez mais sensível ao transcendente é que o convívio com o Criador se torna mais real na vida de cada homem e mulher.

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