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terça-feira, 20 de março de 2012

NONA ESTAÇÃO: Jesus cai pela terceira vez

É bom para o homem suportar o jugo desde a sua juventude. Que esteja solitário e silencioso, quando o Senhor o impuser sobre ele; que ponha sua boca no pó: talvez haja esperança! Que dê sua face a quem o fere e se sacie de opróbrios. Pois o Senhor não rejeita para sempre: se Ele aflige, Ele se compadece segundo a sua grande bondade.

(Do livro das Lamentações 3, 27-32)

V/. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.

O sofrimento que Cristo suporta o leva ao chão pela terceira vez. Já não podemos ficar alheio a dor que Cristo suporta causada por nossos pecados, podemos até não o compreender como deveríamos mas não temos mais o direito de menosprezar a dor que suporta.

Esses pecados que causam tanta dor, que elevam o peso desta cruz que Cristo carrega, é também composto dos muitos pecados que dentro de Sua Igreja muitos cometem. Esta Igreja Santa por sua natureza e pecadora por seus membros.

Quantas vezes se abusa do Santíssimo Sacramento da sua presença, frequentemente como está vazio e ruim o coração onde Ele entra! Tantas vezes celebramos apenas nós próprios, sem nos darmos conta sequer d’Ele!

Quantas vezes se contorce e abusa da sua Palavra! Quão pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta auto-suficiência! Respeitamos tão pouco o sacramento da reconciliação, onde Ele está à nossa espera para nos levantar das nossas quedas! Tudo isto está presente na sua paixão.

(Via Sacra. Meditações e Orações pelo Cardeal Joseph Ratzinger, 2005)

Homens e mulheres que querem seguir a Cristo, olhem para Ele caido, com a cruz as costas. Este é o Jesus que seguimos, é Ele que celebramos, Ele que nos faz reunir para o Santo Sacrifício. Nossa vaidade humana nos deixa muitas vezes ludibriados pela aparente qualidade que outros nos atribuem nos deixando como presas fáceis da auto-celebração, jogando para segundo plano a Paixão e Ressureição do Senhor. Como não se entristecer ao presenciar tantas almas se contentando com tão pouco do conhecimento de Cristo, pessoas que parecem apenas se confortar com a “obrigação” cumprida em relação a fé. Precisamos mudar esta atitude em nossa Igreja, ver que estamos sempre percorrendo o caminho com muitas quedas, por isso buscar a cada momento oportuno a reconciliação onde o próprio Cristo nos levanta.

Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison (Senhor, tende piedade de nós) – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25).

Nossa atitude humilde deve acompanhar cada passo de nossa existência, assim terá sempre compaixão de nossas quedas não permitindo que elas nos endureçam o coração para a vida na caridade e no amor. Percebemos como é importante a humildade para a reconciliação permanente com Deus? Nossa vida na fé depende de minha convicção desta verdade espiritual.

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