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sábado, 4 de fevereiro de 2012

V Domingo do Tempo Comum

Jó 7, 1-4.6-7 1Cor 9, 16-19.22-23 Mc 1, 29-39

Pe. Valderi

Queridos irmãos.

Todo livro de Jó é um testemunho de confiança e amor a Deus. Através do que ouvimos neste trecho, percebemos que Jó sofre, padece de perseguição e muitas infelicidades, por algum momento parece ser pessimista aos nossos olhos. Mas Jó recorre sempre a lembrança de Deus e sua promessa, faz ele mesmo se lembrar de que sua vida é apenas um sopro, que tudo que possa ter conquistado ou erguido pode desaparecer de um momento para outro, deixando-nos somente com o que possuímos desde o nascimento, o corpo.

Jó Olhando para Jó vemos a sutileza de nossa vida neste mundo, onde corremos para alcançar grandes coisas, altos objetivos, status de sucesso, e deixamos de pensar que nossa vida é mais valiosa aos olhos de Deus sem todas essas “quinquilharias” que podem nos distanciar de nossa verdadeira felicidade sem o percebermos. Jó é tido por Deus como o mais justo dentre todos, e apesar disso sofreu duramente em sua vida, e isto pode nos mostrar que os sofrimentos e lamentos que posso estar passando não é nenhum motivo para questionar a bondade de Deus.

Paulo escreve a comunidade dizendo da graça que sente por poder pregar o evangelho de Cristo. De fato, exercer este ministério é graça e não obrigação nem visa remuneração. Paulo é bem claro quanto a isso: se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. E complementa, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado, ou seja, Paulo prega e espalha o evangelho não porque ele quis mas por convocação de Deus a quem deve agradecer por este encargo.

Pregamos o evangelho hoje, pelos mesmo motivos de Paulo, por obra e graça de Deus. Cada evangelizador, propagador do evangelho de Cristo o faz e deve fazer com a gratuidade de quem sabe que este é seu pagamento, falar aos outros do Reino de Deus. Em que consiste meu salário? Em pregar o evangelho... esta é a paga que recebemos e que necessitamos para sermos verdadeiros anunciadores da Palavra de Deus: estar cientes de que minha alegria estará em trabalhar para o Senhor, sem pensar em retribuição.

Nos esforçando para levar o Evangelho onde for preciso, ou simplesmente para o viver de forma integral, sendo o próprio evangelho encarnado, poderemos declarar como Paulo, por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele.

São Paulo, assim como nós, ouvi atentamente estas passagens de Cristo, pois é através delas que vemos como Jesus nos inspira a ser como anunciadores do evangelho.

No evangelho de hoje, nos é apresentado a atividade constante de Cristo em atender as pessoas que o procuram.

Ao sair da sinagoga vai a casa de Simão e encontra a sogra dele doente, pega na sua mão e levanta-a da cama. O amor de Cristo por sua missão não o permite esquecer da humanidade e carinho que deve ter com as pessoas que Dele necessitam. O simples gesto de tocar naquele que o procura, dar a esta pessoa a atenção que a situação merece já é um bálsamo que alivia qualquer enfermidade. Cristo sabe muito bem disto, e por isso o faz várias vezes conforme o relato dos evangelhos.

O poder de curar passa necessariamente pelo atendimento, pois não somos simples entregadores de mercadorias mas mensageiros da graça e da benção de Deus.

Jesus deixa um lugar onde realiza curas e vai ao encontro de mais pessoas que o procuram para o ouvir e pedir a cura e libertação de algum mal. Ele não se cansa de ouvir e ensinar, assim é um mensageiro de Deus, nunca se cansa enquanto tem almas precisando do amor e da consolação de Deus, algo que estes discípulos de Cristo podem fazer em nome do Senhor.

Caríssimos irmãos. O ministério de Jesus é nosso modelo de ação, sem procurar recompensa nem desejar conforto, nossa missão é estar fazendo o que é necessário para que o Evangelho de Cristo alcance o coração de todos.

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