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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Urgente retomar o sentido do pecado

Esta semana que passou li as palavras do Cardeal-Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo sobre a triste constatação da perda do sentido do pecado. Uma realidade que a algum tempo já se fazia notar, principalmente entre os jovens que estão tão sumariamente influenciados pelas mídias que os propõe cada vez modas e ideologias descartáveis, transformando a mentalidade destes em uma verdadeira “estante de passagem”, onde nada é permanente.Dom Jose Policarpo

Dom José tenta apelar com suas palavra para a humildade, sendo ela terreno fértil para crescer a vida cristã. A humildade manifesta-se primeiramente no olhar realista do ser humano sobre si mesmo, o que inevitavelmente o faz ver a verdadeira face do pecado, acaba-se percebendo as nefastas consequencias para o ser humano de cada ato de ofensa a Deus e aos irmãos. Esta visão da verdadeira face do pecado é o que esta nublada ou mascarada neste mundo contemporâneo, e é isto que se esforça em fazer o mal, tenta esconder ao máximo a podridão do pecado para torná-lo menos penoso ou até prazeiroso para atrair homens e mulheres, jovens e adolesncentes, sempre com “roupa” vistosa, de grife, ou bens completamente desnecessários mas atrativos para a vaidade. Ainda esta face mascarada do pecado torna uma infidelidade matrimonial algo “normal”, tentando transformar a traição em argumento para o bem estar.

O Cardeal-Patriarca quer dizer mais sobre esta perca do sentido do pecado. Acredito que podemos entender de suas palavras o apelo para que os cristãos levantem esta bandeira com coragem, assumam esta campanha urgente de alerta a todo o mundo que estamos deixando que o pecado se camufle entre nossos costumes cotidianos, já não mais os discernindo entre as inúmeras coisas que vemos e fazemos. Precisamos reconhecer o que é pecado, com coragem e humildade, e não deixar que ele se passe por algo bom e necessário para nossa vida. Isto é cilada do demônio!

"Não fazer tudo para discernir e perceber a vontade de Deus a nosso respeito ou não querer segui-lo, na obediência da fé, é uma infidelidade de amor", diz Dom José. Nossa responsabilidade com a fé nos exige isso, que ao menos busquemos empreender esta tarefa cotidianamente, a de discernir o joio do trigo, o bem do mal, aquilo que me leva ao pecado e aquilo que me leva para a graça de Deus.

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>> Como é mais fácil valorizar o pecado!

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