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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sábado – Tg 3,1-10 Mc 9,2-13

VI Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi

O ser humano pode pecar de várias formas, mas penso que não exista algo mais mortal que a língua. Tiago percebe isso, e fala a comunidade em sua carta justamente do grande mal que podemos causar quando menosprezamos a capacidade deste membro que parece tão insignificante: comparai o tamanho da chama com o da floresta que ela incendeia (v.5). Na verdade é através dele que podemos manifestar externamente a glória de Deus, O louvar e também anunciar seu Evangelho. A língua de fato é um dom para o corpo assim como os demais membros, tendo cada sua função.

No entanto, esta mesma língua pode causar o maior estrago que uma alma descuidada pode realizar, pois justamente através dela é que cometemos a maior parte de nossos pecados, e as vezes pecados graves. Em consonância com Tiago, quero destacar o mais comum e talvez o que mais impeça muitos de crescerem em santidade, a maledicência ou o mal hábito de falar mal de todos ou de tudo. Diz Tiago que a língua é o universo da malícia (v.6). Esta maledicência é causadora desde um mau estar entre irmãos na comunidade até verdadeiras desavenças. Além disso, a pessoa que não se policia para não cair neste pecado e se deixa viver assim por muito tempo pode acabar se acostumando de tal forma com este pecado que depois de algum tempo já tem o coração empedernido, que não é mais capaz de perceber que isto que faz é pecado e assim pode acabar se condenando, ou seja, este pecado acaba sendo a própria morte desta pessoa, por isso ser algo que leva a “morte” da vida na graça de Deus.

É bem verdade que o que dizemos com a língua primeiro se desenvolveu em nossa mente, fazendo assim da língua apenas uma posterior etapa de uma manifestação de louvor ou pecado. Por isso também é necessário sempre purificar os pensamentos para ajudar a língua a dizer apenas palavras construtivas e que elevem o espírito, palavras que glorifiquem aTranfiguracao de Jesus Deus.

 A transfiguração de Jesus é a prévia da manifestação de Sua glorificação na Ressurreição. Cristo se transfigura como prova de sua real divindade, suas vestes ficam brancas pois a luz que irradia de Seu corpo é a Luz da Verdade, uma luz mais brilhante que a luz que conhecemos, pois se trata da essência da criação. Em realidade, a transfiguração de Cristo nos revela uma faísca da glória trinitária onde a essência misteriosa de Deus não tem forma, onde nossos olhos são ofuscados pela magnitude de seu poder.

Com Jesus aparecem Elias e Moisés, homens que outrora estiveram no mundo para conduzir os corações humanos para este momento em que o Filho do Homem estaria presente sobre a terra. Mas também estão ali para testemunhar aos outros que Jesus é mesmo o Filho de Deus, que sua divindade é atemporal sendo Ele mesmo que falava a Moisés e Elias em seus tempos.

Este momento da vida de Cristo nos leva colocar-nos ao lado de Pedro, Tiago e João. Com estes discípulos desejaríamos ficar ali, pois ali experimentaram uma prova da glória dos céus: Mestre, é bom ficarmos aqui (v.5).

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