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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Como é mais fácil valorizar o pecado!

Ao voltar do Finistère, encontrei o meu apartamento inundado por causa de um encanamento que se havia rompido no andar de cima e esforçava-me por sorrir diante daquele contratempo como se fosse um motivo de alegria, já que vinha dEle. Quando o problema foi resolvido, disse-me Ele: “conseguiste um vitória. Que pouco valor devemos dar a tudo o que não é um pecado! (Gabrielle Bossis. Ele e Eu: Viver com Deus. Ed. Quadrante, 2007, São Paulo, pg. 41)

Incrível, mas ao pensar calmamente notamos o quanto as pessoas em geral dão muito mais notoriedade ao pecado que as pequenas vitórias da virtude e da graça de Deus. Pode-se fazer várias coisas boas, bem feitas, as vezes simples mas que custaram o suor de um esforço descumunal, e quando pomos em público ou se torna público as pessoas não conseguem ver com olhos extupefatos como quando enxergam um erro ou um vacilo de alguém.

Como acontece isso? Porque é tão difícil mudar esta realidade?

Crianca e Gato Confesso que não sei bem a resposta. Mas creio que um bom número de pessoas estaria mais voltada as coisas simples e boas se tivessem uma melhor formação interior, uma espiritualidade que as pusesse de frente com o que realmente fosse importante para suas vidas, como saber parar e admirar a beleza de uma rosa desabrochando, ou a zingeleza de uma criança passando a mão levemente em um gatinho…, etc. Em nosso mundo temos “95%” de coisas boas e outros tantos porcentos de coisas erradas e más que, porque teimamos em olhar e vasculhar estas coisas que em nada valorizam a vida e nosso ser como seres criados para o transcendente?

Admito, que podemos muitas vezes nos fixar em horrores ou algo feio por algum sentimento de pena e compaixão, isto realmente pode acontecer. Mas aqui me refiro mais as coisas que não são necessariamente tragédias que movem nossos sentimentos de caridade e compaixão.

Nossa virtude pode estar nas pequenas coisas  do dia, aí pode estar a beleza que tanto temos que valorizar. Ver nas coisas aparentemente insignificantes algo belo e virtuoso pode – oxalá seja assim – nos deixar mais próximos de ver o transcente naquilo que ordinariamente veríamos o sujo, incômodo e até insuportável.

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