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sábado, 28 de janeiro de 2012

IV Domingo do Tempo Comum

Dt 18, 15-20 1Cor 7, 32-35 Mc 1, 21-28
Pe. Valderi
Queridos irmãos.
Nesta liturgia dominical, iremos perceber que a primeira leitura, do livro do Deuteronômio, se completa com o trecho extraído do evangelho segundo Marcos, onde o grande pano de fundo é a verdadeira autoridade.
Nesta leitura do Antigo Testamento ouvimos o Senhor anunciar que fará surgir um profeta do meio do povo, não alguém que já possua alguma investidura de autoridade como um sacerdote ou um governante. Seu profeta terá a autoridade dada por Deus que irá lhe mostrar o que deve falar ao povo.
A figura do profeta esta presente desde o início da caminhada do povo judeu e agora do povo cristão, pois o profetismo ainda faz parte das manifestações de Deus para transmitir algo para seus filhos. Esta figura tem três características básicas, conforme a leitura que acabamos de ouvir: primeiro é o Senhor Deus que põe as palavras em sua boca, tudo aquilo que deve falar vêm de Deus. Segundo, comunica tudo aquilo que Deus mandar e não deve inventar nenhuma palavra fora daquelas que Deus lhe ordenou que dissesse. O profeta anuncia a vontade de Deus mas principalmente denuncia o que o povo e governantes estão fazendo contra a vontade de Deus.
Este profeta, suscitado por Deus terá a autoridade somente enquanto Deus lhe ordena que dizer algo, ou seja, enquanto estiver transmitindo a palavra de Deus sua autoridade esta acima de todas pois é a autoridade de Deus.
Jesus expulsa demonio Em continuidade a esta leitura ouvimos o evangelho que traz o mesmo tema, a autoridade. Mas aqui existe um fato novo, não mais é um profeta chamado do meio do povo mas o próprio Filho de Deus, então a autoridade que Ele transmite não é mais de um outro, mas Dele mesmo. Nisto fica claro o porque as pessoas logo se admiravam e percebiam sua autoridade ao falar, pois é natural de Jesus. As pessoas logo se admiram também porque percebem que não é revestido de alguma autoridade civil ou religiosa para o povo judeu. Por isso, escutamos como quem tem autoridade... pois ainda não veem Nele o Messias de Deus. O fato é que a autoridade de Cristo não vêm dos homens, mas de Deus mesmo.
Para comprovar ainda mais, Jesus ordena para que o espírito mau deixe o homem que estava possuído. Neste momento fica também provado que Cristo tem autoridade sobre qualquer coisa.
Diz o evangelho que a fama de Cristo crescia por toda a Galiléia, pois um ensinamento novo e com a autoridade tão natural que era diferente daquele autoridade opressora que somente sabia impôr obrigações e castigos era uma grande e esperada novidade a todos.
Temos ainda nesta liturgia esta carta de São Paulo aos Coríntios. Nela Paulo considera em sua teologia, que o celibato seria mais vantajoso a quem procura chegar a perfeita santidade. Claro que a santidade qualquer um pode alcançar, estando em qualquer estado de vida, mas para Paulo a vida celibatária traz alguns benefícios que ajudariam aqueles que pretendem alcançar este estado de alma.
Com isto, são Paulo não esta excluindo os casados ou dizendo a eles que sua vida de marido e esposa os impediram deFamilia alcançar a santidade desejada por todos. Sabemos perfeitamente que a santidade alcança aquele que consegue viver uma vida íntima com Deus, fazendo de seu próprio viver uma postura de Cristo, deixando transparecer a Cristo no seu corpo e em seu espírito. Mas de fato, aqueles que optam pela vida de castidade e celibato tendem a um convívio mais próximo de Cristo. Por isso, Paulo nos diz nesta carta e aconselha principalmente as jovens este estilo de vida para que mais facilmente cheguem a santidade, a um convívio mais próximo de Deus.
Peçamos a Virgem que interceda junto a Deus, para que sintamos a inspiração necessária para optar pela vida de Deus e deixarmos a vida do mundo; para que vejamos na autoridade dada por Cristo a Sua Igreja o grande presente para caminharmos sem desvios ao Reino do Céus.

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