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domingo, 14 de novembro de 2010

XXXIII Domingo do Tempo Comum

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Ambrósio (c. 340-397)
Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho segundo São Lucas X, 6-8 (SC 52, pp. 158 ss., rev.)
A vinda de Cristo
«Não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído». Estas palavras diziam respeito ao Templo edificado por Salomão [...], uma vez que tudo o que é construído pelas nossas mãos sucumbe ao desgaste ou à deterioração e está sujeito a ser derrubado pela violência ou destruído pelo fogo. [...] Mas dentro de nós também existe um templo que se desmorona se a fé faltar, em particular se em nome de Cristo procurarmos em vão apoderar-nos de certezas interiores, e talvez seja esta interpretação a mais útil para nós.
O que é transitório desmorona visto que aquilo que não pode ser corruptível pelo tempo não desmancha ou se destrói. Assim: o que é transitório? Logo pensamos em coisas materiais, e não esta errado, mas não somente algo material é transitório, mas também “sentimentos” corruptíveis que levam ao materialismo como a impiedade, a falsidade e todos os vívios capitais.
Através destes vícios nosso templo interior tem suas paredes corroidas pelo tempo, pois cultivamos o corruptível no tempo teríamos para cultivar o incorruptível.
Com efeito, de que servirá saber o dia do Juízo? De que me servirá, tendo consciência de todos os meus pecados, saber que o Senhor virá um dia, se Ele não vier à minha alma, não crescer no meu espírito, se Cristo não vier a mim, se Cristo não falar em mim? É a mim que Cristo deve vir, e é em mim que deve realizar-se a Sua vinda.
Esta vinda de Cristo não deve ser inquietante para aquele que soube receber sua primeira vinda (cf. Santo Agostinho). Muito pouco valerá a segunda vinda de Cristo a uma alma corrompida pelo mal, que não soube ver e acolher a primeira vinda de Cristo, esta vinda do Senhor somente servirá para o apartar eternamente do Bem visto que em vida assim o desejou.
Ora, a segunda vinda de Cristo terá lugar no nadir do mundo, quando pudermos dizer que «o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo» (Gl 6, 14). [...] Para quem lhe morreu o mundo, Cristo é eterno; para esse, o Templo é espiritual, a Lei espiritual, a própria Páscoa espiritual. [...] Então, para esse, realiza-se a presença da sabedoria, a presença da virtude e da justiça, a presença da redenção, porque Cristo na verdade morreu uma só vez pelos pecados de todos a fim de resgatar todos os dias os pecados de todos.
Queres saber quando será o fim do mundo? Preste atenção nas palavras de Santo Ambrósio: quando pudermos dizer “o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. O fim deste mundo será definido pela ordem espiritual da humanidade não pela material.
Vivamos em Cristo.

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