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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O que vai mal no mundo? [II]

Temos aqui duas partes a serem bem cuidadas para nos convercermos da necessidade de um esforço pessoal.
  • A visão partindo do “mundo” que é nossa alma até Deus.
  • A visão partindo do “mundo” que é nossa alma até nós mesmos.
Muitos irão pensar que em segundo lugar deveria vir a visão de nossa alma até os outros seres humanos, os irmãos num sentido mais cristão. Mas como dizíamos, temos que analisar e refletir primeiramente e longamente sobre aquilo que dificilmente vemos, aquilo que raramente sentimos, que não é tão tangível como o contato humano.
Primeiramente, partindo de nossa alma devemos buscar a Deus, algo que parece mais retroativo que “evolutivo”. Mas a alma deve ser entendida como existência que vive nesta terra com os olhos – poderia se dizer inconscientimente – voltamos para Deus, ou seja, desejoso de voltar a “casa do Pai”. Muitas vezes ouvimos alguém falar de sua vida de fé como se não tivesse consciência de que possui uma alma, uma “espiritualidade puramente corporal” sem nenhuma finalidade de bem cuidar da alma que é seu motor. Não quero em nenhum momento dar a impressão de que somente a alma interessa a pessoa, mesmo a Deus, mas reconheço a unidade indiscutível na pessoa – que assim é salva por Deus – da alma e corpo. No entanto, nesta reflexão trato apenas da alma visando ela como príncipio da vida de fé, motor das virtudes e sofredora com os vícios. Retomando. A alma como essência espiritual criada da pura vontade divina – como os anjos – é inevitavelmente desejosa de Deus, pois já sabe da realização plena que é estar com Deus. Digo, saindo do próprio seio Divino, a alma tende a procurar este Seio cada vez mais. É neste sentido que podemos entender as palvras de Paulo, Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor (II Cor 5, 6).
A alma deseja a Fonte de sua criação, e por isso as pessoas acabam sentindo alguma vez na vida senão sempre, o bel-prazer de estar numa Igreja, falar de Deus, a paz daqueles lugares rodeados por almas conscientes de sua corrida para Deus (mosteiros, conventos, seminários…). Não podemos negar este fato, que nossa alma têm uma espécie de “vontade” que lhe é inata, antes mesmos de nós nascermos, que surgiu ao ser criada e assim separa do Seio Divino.
[continua]

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