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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nobel de Literatura e a banalização da cultura

Este ano de 2010 temos anunciado o Prêmio Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa. Em entrevista ao jornal Zero Hora (09/10/10) encontrar algumas declarações que acredito serem muito sensatas nesta atual conjuntura.

“Não é ruim que a cultura seja divertida, mas é sim perigoso se isso significa superficialidade, triavilização, banalidade”

O que posso dizer?! Temos tantos motivos para crer que Vargas Llosa apenas falou do mais corriqueiro nas lonas de circo que são montadas sob o pretesto de “cultura”. Por exemplo, não vejo nenhum efeito positivo para o enriquecimento da cultura geral das pessoas teatros com apelos libertinos para o sexo livre como presenciamos em muitas peças de teatros, até naquelas de comédia! Isso sem contar a arte cinematográfica que hoje não somente apela ao free sex como motiva abertamente a infidelidade, a avareza, o desumanidade e etc.

E o que dizer da música? Pois bem, sempre pensei os vários “estilos” de música brasileira um balaio de frutas estragadas com algumas ainda sadias. Para exemplificar, o funk, nada mais estruchulo e irracional que este tipo de música no qual ao longo da música se escuta duas ou três palavras e uma melodia que dura de 5 a 10 minutos com com uma dissonancia entorpecedora.

“Creio que isso [o desencanto pela liberdade na democracia] é um produto dessa banalização da vida em geral, da cultura em sentido mais amplo da palavra, que tem tal efeito na vida política”.

Tendo isto, para mim fica mais fácil perceber um pouco do que as pessoas drogadas por essa anti-cultura pensa a respeito da vida política de seu país.

Se não cultivo minha própria saúde mental elegendo o que deve ser bom para mim quanto mais saberei eleger o que será bom para mim e para meus compatriotas. Se banalizo minha cultura banalizarei a cultura que deve sair de mim e isso fará com que respingue este efeito banalizador na vida política.

Devo admitir, se a política esta mal no Brasil muito se deve a anos de cultura superficial que cultivamos e promovemos.

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