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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

“Papa não é um monarca absoluto, mas alguém que obedece Jesus Cristo”

Em entrevista a ZENIT (agência de informação católica) um dos autores do livro Ataque a Ratzinger. Acusações, escândalos, profecias, complôs contra Bento XVI dá algumas respostas daquilo que disserta juntamente com Paolo Rodari no seu livro esclarecendo o que esta por detrás destes recentes ataques ao Papa Bento XVI.

Coloco aqui apenas alguns trechos selecionados da primeira parte da entrevista. A entrevista na íntegra pode ser visto no links abaixo.

[Primeira parte da entrevista na íntegra; Segunda parte da entrevista na íntegra]

ZENIT: O que você acha que está por trás dos ataques ao Papa?

(…) Acho que são vários grupos, várias realidades soltas e diferentes entre si, que têm um interesse comum: transformar a Igreja em uma seita protestante qualquer, porque os ensinamentos da Igreja incomodam.

ZENIT: Por que o atacam? Por que o impediram de falar na Universidade Sapienza de Roma em janeiro de 2008?

Andrea Tornielli: Certas campanhas midiáticas são determinadas pela "fome" negativa do preconceito consolidado e não correspondem à realidade exposta primeiro pelo cardeal Ratzinger e depois pelo Papa Bento XVI. Querem que ele seja visto como um retrógrado conservador, antiliberal e antidemocrático. (…)

O poder secularizado teme o anúncio de uma verdade irredutível; há lobbies e grupos de poder para os quais a moral cristã e o ensinamento ético da Igreja são incômodos. Em certas situações, a voz da Igreja permanece como o único baluarte de uma consciência não anestesiada.

ZENIT: Você diz que há ataques externos. Acha que também existem ataques internos?

Andrea Tornielli: Claro que sim! Isso é determinado por um fenômeno que nós chamamos de dissidência interna da Igreja, ou seja, teólogos e inclusive bispos que criticam abertamente alguns aspectos do magistério de Bento XVI. O fim último não são os ataques inconscientes, porque são queridos por alguma maquinaria curial, que facilita algumas crises que poderiam ter sido evitadas, mas que, no entanto, cresceram e se converteram em um problema maior.

(…)

O Magistério tem um dever - dizia ele - "democrático". Acho que uma mudança radical que o Papa pede a todos é a de ser conscientes de que a Igreja não foi "feita" por nós, não pode ser considerada uma empresa, nem tudo pode ser reduzido a reivindicações sobre funções e ministérios, sua vida não pode estar planificada somente com estratégias pastorais. Se aprendêssemos desse constante apelo do Papa, talvez muitos opositores abertos e ocultos compreenderiam que o Papa não é um monarca absoluto, mas alguém que obedece Jesus Cristo na transmissão do depositum fidei.

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