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terça-feira, 3 de agosto de 2010

“Ossos” de um ditador

Evidentemente que não me refiro a ossos cadavéricos de um ditador que mereça ser lembrado, aliás nenhum ditador seria digno de alguma lembrança. Mas, inspirado pelo triste fato de ter um verdadeiro ditador próximo a nós, tenho que comentar as proezas desta pessoa que mais do que rícula se esforça a cada dia em superar a capacidade humana em se tonar miserável, no sentido profundo da palavra.

A pessoa se torna mais miserável ainda quando fere o direito da populção a qual é a razão de estar ali, governando. Esses direitos dizem respeito a todas as dimensões do ser humano, por isso só uma democracia real pode garantir que todos em determinado Estado usufruam destes seus direitos muitos naturais.

Assistimos uma nação sucumbir pelos deleites de um governante que não se pode determinar, não porque seja extraordinário, mas porque nenhuma categoria o define perfeitamente, seja louco, maníaco, destemperado, arrogante e muito mais. Talvez o que mais próximo do “justo” seria defini-lo simplesmente como confuso, pois nem ele parece saber o que é ou o que faz e fará. Vemos em seus atos que de tão absurdos são sempre surpresas no cenário latino.

Sua postura ditatorial em relação aos meios de comunicação é o fato mais relevante que faz com que todos os amantes da liberdade (mesmo que as vezes mal usada) se sintam impelidos a dizer algo em contra. Pois uma hora é censura contra um jornal outra é interdição de canais de TV, bem ou mal, expressões da democracia.

Não me contive e larguei boas risadas ao saber de uma das últimas deste grotesco governante. Refiro-me ao fato de desenterrar os ossos de Símon Bolívar, não demonstra outra coisa senão a perturbação mental deste que o faz mais próximo de Nero que daquele que a América espanhola admira. Concordo com o que escreveu Luis Antonio de Assis Brasil sobre este presidente e este fato desenrolado por ele querendo legetimizar-se em cima de um símbolo.Os verdadeiros ossos não são os que foram tristemente desenterrados, mas os que brincam com a responsabilidade de governar, ossos de um ditador não de um amante do povo querendo o libertar para uma situação melhor, como tentou fazer Bolívar.

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