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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Medo e coragem: sentimentos necessários

No caderno Donna do Jornal Zero Hora (20/06/2010) li um interessante artigo de Marta Medeiros falando basicamente sobre o medo e a coragem que apresentamos em nossa vida mediante situações que as vezes são limítrofes.
Nossa vida é uma constante situação de risco seja na dimensão puramente humana seja na dimensão espiritual. Quando me refiro em situações na dimensão humana me vem a mente muitíssimas situações como por exemplo apagar a luz do quarto para dormir, ou dizer não ao seu chefe. Assim vejo configurado o medo, que na verdade é o que impulsiona todos a tomarem esta ou aquela atitude que parece dissonante ao realmente adequado em tal situação. Neste sentido o medo faz parte essencial em nossas decisões, seja para confirmar algo ou discordar de algo, ou ainda, fazer algo ou não fazê-lo. Por isso, digo que o medo de fazer alguma coisa é parcialmente positivo porque faz-nos reagir. Mas todo medo é parcialmente positivo? Sou obrigado a dizer que não, visto que muitos tem medo de andar de bicicleta e outros medo de falar com assaltante em meio a assalto. São medos diferentes. Um pode trazer uma reação positiva se a resposta for negativa outro apenas me restringe de um prazer, no caso da bicicleta.
Mas o sentimento de coragem que está igualmente incluso no ser humano também provoca estas resposta. É uma outra força que nos faz mais ágeis para determinada situação quando o sentimento de medo nos iria atravancar. Coragem nos leva a fazer isto ou aquilo sem dar muita importância com o resultado, sendo as vezes um tiro no escuro, mas facilmente pode ser tida como ousadia. Coragem impede o homem de ser refém das circunstâncias, e o faz senhor de sua vida, de suas ações sabendo que pode se recuperar sempre caso a coragem o leve ao desabamento. 
Medo o faria ficar na indigência, mas coragem o faz se levantar e começar do zero. Por isso coragem se torna um sentimento mais nobre e eficaz no ser humano apesar de serem sentimentos necessários.

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