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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Vaticano estuda anúncio da primeira “célula viva artificial”*

*Extraído do site www.zenit.org
Saiu na net Busca compreender melhor as possíveis implicações éticas

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de maio de 2010 (ZENIT.org). - A Santa Sé está coletando informações que possibilitem oferecer um juízo ético a respeito do recente anúncio feito por geneticistas norte-americanos sobre a produção da primeira "célula artificial".

"É necessário ainda aguardar, para sabermos mais sobre o caso", comentou na última sexta-feira o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi SJ.

Craig Venter, conhecido como um dos pioneiros da genoma humano, anunciava no dia anterior, na revista Science, que sua equipe havia criado pela primeira vez uma célula controlada por um genoma sintético.

Declarações semelhantes foram dadas pelo arcebispo Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, bem como por Dom Elio Sgreccia, seu antecessor no cargo.

O presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal Angelo Bagnasco, reconheceu, por sua vez, que o anúncio constitui "uma demonstração da grande inteligência do homem".

Ressaltou, entretanto, que "qualquer êxito científico só é válido quando adequado à dimensão ética, que leva em seu coração a dignidade autêntica de toda pessoa".

A edição de 22 de maio da edição italiana do L'Osservatore Romano, jornal publicado pela Santa Sé, veiculava um artigo de autoria do Dr. Carlo Bellieni, diretor do Departamento de Terapia Intensiva Neonatal do Policlínico Universitário de Sena e membro da Academia Pontifícia para a Vida, no qual pedia para que se unissem "a valentia com a cautela".

Não foi criada vida

Bellieni esclarece que o êxito da equipe de Venter "constitui um marco para a biogenética", mas que "não foi criada vida, apenas se substitui um de seus motores".

Citando o geneticista David Baltimore, do California Institute of Technology, acrescentou: "Não criaram vida, apenas a copiaram".

"Mas, para além dos anúncios e das manchetes, foi alcançada uma conquista interessante, que pode encontrar aplicações e que devem ser reguladas, como qualquer procedimento que afete o coração da vida", explicou Bellieni, colaborador habitual da ZENIT.

"A engenharia genética pode trazer benefícios - enfatiza -, basta pensar na possibilidade de curar doenças cromossômicas."

De qualquer forma, "o DNA, ainda que constitua um ótimo motor, não é a vida".

Venter também pediu por regulações, para evitar que a "poderosa tecnologia" seja mal empregada. "Creio que as regulações existentes não sejam suficientes, e como inventores e responsáveis pelo desenvolvimento desta tecnologia, desejamos que todo o possível seja feito para evitar abusos", afirmou o pesquisador ao jornal britânico The Independent.

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