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sexta-feira, 19 de março de 2010

Tarzan, ainda dúvida na relação homem-animal

A lenda do menino que é criado por macacos numa floresta inabitável parece ser conhecida por todos e por demais repetida! Hoje antes de sair para o trabalho assisti a uma pequena parte do início desta estória (ou seria história?!) e num segundo comecei a contemplar: imagine esta possibilidade, seria possível a um ser humano viver numa floresta e não só sobreviver mas assimilar os “costumes” de certa espécie que o teria “adotado”?

Creio que vários antropólogos muito mais expertos que este humilde pensador já deve ter se debruçado sobre esta questão e quem sabe até apresentado geniais soluções ou reflexões sobre o tema. Mas ouso reacender mais uma vez a dúvida.

Claro que já pergunto tendo algumas respostas em mente, como por exemplo, a impossibilidade do ser humano compreender a linguagem (se ela existe!) dos macacos ou seja lá qual espécie for. Distinguo perfeitamente para esta minha resposta a linguagem dos gestos, além de remar contra a maré de inúmeros literatos, filósofos, antropólogos e etc. Baseio minha resposta na impossibilidade de compreensão do ser humano da linguagem animal na distinta (e isso é abismal…) diferenciação de nossas espécies. Uma coletânea de gestos e rugidos emitidos por um animal nada mais é do que sua manifestação dos sentidos que nele afloram. Portanto, nele há um limite antes da linguagem que o faz não se equiparar com animais que emitem sons articulados. Os sentidos ficam neles mesmos, os animais seres humanos passam dos sentidos para o racional. Um pulo qualitativo que não depende da “genética” dos animais!

Uma segunda resposta que trago já ao fazer a pergunta é o controvérsio impulso natural (da espécie) de ações humanas como o desejo de alcançar o eterno! Não é tolice de minha parte é simplesmente constatação que o ser humano demonstra em certo ponto de sua vida um desejo que para ele é inexplicável.

Seguindo esta idéia me ocorre que somente o ser humano é aquele animal que busca explicações, persegue-as. Mesmo aquele que pela sua personalidade é tímido e introspecto busca, vez por outra, entender algo que não lhe é obrigado por outro a entender.

Queria simplesmente escrever inebriado pelo imenso desejo que sinto de demonstrar meu amor ao ser humano. Não posso admitir racionalmente qualquer pensamento que iguale homens ao restante dos animais. É um disparate racional. Antes que julguem um pensamento anti-ecológico me considero o mais perfeito ecologista, pois coloco as coisas onde considero ser os seus lugares, sem abusos e sem falsos socialismos-naturais.

Pax Christi

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